Cadeiras

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Cadeira n. 69 - André Carneiro

Patrono da Cadeira n. 69 - Oswald de Andrade

André Granja Carneiro nasceu em Atibaia/SP, em 9 de maio de 1922. Foi um poeta, escritor, cineasta e artista plástico brasileiro. 

Cineasta, criou e dirigiu filmes de pesquisa artística, premiados aqui e no exterior. Roteirista, foi premiado no Concurso Nacional para Roteiros, no Quarto Centenário de São Paulo. Seu filme Solidão representou o Brasil no Concurso Internacional para Filmes Artísticos, sendo premiado na Inglaterra em 1952,e exibido na França e Itália.

Seu conto O Mudo foi transformado em filme de longa metragem, dirigido por Júlio Xavier da Silveira em produção da Embrafilme. Atuou no cinema publicitário dirigindo curtas metragens e comerciais na televisão.

Fotógrafo artístico, participou de vários salões nacionais e internacionais, tendo sido premiado no Brasil, Holanda e Itália.

Pintor e escultor, inovou a arte expondo seus trabalhos aos quais denomina “pintura dinâmica”, técnica na qual se vale de líquidos químicos imiscíveis ou não que tomam várias formas em compartimentos transparentes justapostos. Também realizou exposições de “Poesia Colagem”, técnica com a qual criou capas de livros de vários autores.

Jornalista, foi editor e criador do conceituado jornal literário TENTATIVA, 1949, apresentado por Oswald de Andrade, para o qual colaboraram, na época, os maiores escritores nacionais, como Sérgio Milliet, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Vinícius de Morais e outros.

Como contista e romancista alcançou repercussão mundial. “André Carneiro deu o salto internacional,” afirmou o crítico Fausto Cunha. É o único escritor brasileiro de “science-fiction” traduzido na Espanha, Argentina, França, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, ltália, Bulgária, Suécia, Japão etc. Considerado mestre internacional do gênero, foi destaque da importante editora norte-americana Putnam na antologia The Definitive Year’s Best Selection, de 1973, que editou os melhores contos de Ficção Científica do Mundo. Também tem seus contos publicados numa antologia universitária americana ao lado de nomes como Solzhenitsyn, Rafael Alberti, Gabriela Mistral, Anton Chekhov, Behold Brecht, Tagore, D.H. Lawrence, Jacques Prévert, Cisneiros, Huxley, etc.

Seu romance Piscina Livre, 1980, traduzido na Suécia, alcançou sucesso critico. A.E. Van Vogt (USA) o comparou a Kafka e Albert Camus. A Dictionary of Contemporary Brazilian Authors afirma que André escreve “a mais original F. C. do Brasil”. Também o crítico espanhol Augusto Uribe o considera o melhor autor em literatura fantástica da América Latina. Daniel Barbieri (Argentina) o cita como “o mais destacado escritor latino-americano do gênero”. Dinah Silveira de Queiroz o trata por “nosso mestre da F.C.”, e Carlos Drummond de Andrade afirmou que, “em Piscina Livre, André exercita de maneira brilhante a originalidade de ficcionista”.

Seu nome consta como verbete de enciclopédias nacionais e estrangeiras. É o único membro na América do Sul do Science Fiction & Fantasy Writers of América, entidade profissional de escritores americanos.

Estreou na poesia com o livro Ângulo & Face, 1949, editado por Cassiano Ricardo, que afirmou: “seu poder de comunicação chega a ser contundente, fere mais do que a sensibilidade à flor da pele”. Esse primeiro livro, assim como os demais, sempre são recebidos com elogios de toda a crítica brasileira. José Geraldo Vieira destacou que “somente alguns dos seus poemas já bastariam para o inserir entre as melhores expressões do modernismo”. Otto Maria Carpeaux destaca “os versos comoventes de Ângulo e Face”.

Em Portugal, A. Garibaldi afirma que André é “um dos grandes nomes da lírica brasileira”.

Ferreira Gullar lamenta que “a poesia sóbria e humana de André Carneiro passe despercebida do grande público: seus poemas são construídos arquiteturalmente, num equilíbrio de verbalismo e emoção”. “Poesia autêntica, sem ornatos inúteis, direta e bela” na opinião de Pascoal Carlos Magno. Lígia Fagundes Teles declarou: “Temos um verdadeiro poeta pela frente”. Cristovam Pavia, conhecido poeta português, considerou a poesia de A.C. “de originalidade admirável, profunda e madura”. Roger Bastide disse: “amei a pureza e o senso de escolha das imagens e seu valor no conjunto, confirmando o que Sérgio Milliet já me havia falado”. Carlos Drummond de Andrade, noutra oportunidade, reiterou que a poesia de André Carneiro “transfigura as coisas cotidianas”.

“Uma continuidade modelar do Modernismo numa renovada e luminosa expressão”, escreveu Oswald de Andrade.

André Carneiro é um dos dois maiores poetas vivos brasileiros, segundo Bernard Lorraine, poeta e critico francês.

Ganhou inúmeros prêmios nacionais como o Machado de Assis, do Estado da Guanabara, Melhor Livro do Ano, da Câmara Municipal de São Paulo, Prêmio Alphonsus de Guimaraens, em 1966, da Academia Mineira de Letras, e o Prêmio Nacional Nestlé, 1988,com o livro Pássaros Florescem, ed.Scipione.

Sua obra poética foi estudada durante anos pelo Prof. de Literatura da UNESP, Osvaldo C. Duarte,como motivo de sua dissertação de Mestrado O Estilo de André Carneiro,aprovada com nota máxima e louvor em 1996.O Prof. Duarte ainda escreveu o ensaio A Ciência na Obra Poética de André Carneiro(2001).

André sempre trabalhou com a hipnose,publicou livros a respeito do tema e participou dos primeiros Congressos Internacionais de Parapsicologia apresentando trabalhos nesta área, sendo considerado autoridade no assunto.

Críticos americanos, espanhóis e argentinos o classificam como o melhor autor de conto fantástico da América Latina. &A.E. Van Vogt, escreveu que ele “merece a mesma importância de um Kafka ou um Camus”. Ganhou vários prêmios com seus livros de poemas e prosa. Único membro da América do Sul do Science Fiction & Fantasy Writers of America. O crítico francês Bernard Diez o considera o maior poeta vivo brasileiro. Foram escritas diversas teses acadêmicas de mestrado e doutorado sobre sua obra poética e sua prosa. André Carneiro escreveu também ensaios sobre Literatura e Hipnose Clínica. Vendeu recentemente para a Espanha os direitos para um filme do seu conto “Escuridão”, publicado nos EUA em antologia ao lado de ganhadores do Nobel de Literatura. Ao lado de Machado de Assis, Drummond, Aluisio Azevedo etc, em Antologia no Brasil, editora Casa da Palavra, Rio. A Imprensa Oficial do Estado de São Paulo publicou em 2006 uma coleção facsimilada do seu jornal Literário “Tentativa”, com titulo desenhado por Aldemir Martins e “Apresentação de Oswald de Andrade”.

Exerceu, além da arte, sua atividade de Analista em Curitiba/PR.

André Carneiro foi escolhido "Personalidade do Ano de 2007" pelos editores do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica. 

Faleceu em Curitiba, 4 de novembro de 2014, aos 92 anos de idade. O corpo foi cremado, e as cinzas depositadas em uma árvore.

Livros Publicados

Ângulo & Face – poesia – Edart – SP – 1949
Diário da Nave Perdida – contos – Edart – SP – 1963
Espaçopleno – poesia – Clube de Poesia – SP – 1963
O Homem que Adivinhava – contos – Edart – SP – 1966
O Mundo Misterioso do Hipnotismo – ensaio – Edart – SP – 1963
Introdução ao Estudo da Ficção Científica – ensaio – Conselho Estadual de Cultura – SP -1967
Manual de Hipnose – ensaio – Ed. Resenha Universitária – SP – 1978
Piscina Livre – romance – Editora Moderna – SP – 1980
Pássaros Florescem – poesia – Ed. Scipione – SP – 1988
Amorquia – romance – Ed. Aleph – SP – 1991
A Máquina de Hyerônimus – contos – Universidade Federal de São Carlos -1997

Oswald de Andrade (1890 - 1954)

Patrono da cadeira n. 69
Oswald, por Tarsila do Amaral

Em 11 de janeiro de 1890 nasce em São Paulo José Oswald de Sousa Andrade, filho único de José Oswald Nogueira de Andrade e Inês Henriqueta Inglês de Sousa Andrade.

Inicia seus estudos, em 1900, na Escola Modelo Caetano de Campos, ainda marcado pelo fato de haver presenciado a mudança do século. Em 1901, vai para o Ginásio Nossa Senhora do Carmo.
Tem como colega Pedro Rodrigues de Almeida, o “João de Barros” do”Perfeito Cozinheiro das Almas desse mundo...”.

Em 1903, transfere-se para o Colégio São Bento. Lá tem como colega o futuro poeta modernista Guilherme de Almeida. Em 1905, com o São Paulo em ebulição — surge o bonde elétrico, o rádio, a propaganda, o cinema — participa da roda literária de Indalécio Aguiar da qual faz parte o poeta Ricardo Gonçalves.

Em 1908, conclui os estudos no Colégio São Bento com o diploma de Bacharel em Humanidades. De família abastada, Oswald, em 1909 inicia sua vida no jornalismo como redator e crítico teatral do “Diário Popular”, assinando a coluna "Teatro e Salões". Ingressa na Faculdade de Direito. Em 1910, monta um atelier com o pintor Oswaldo Pinheiro, no Vale do Anhangabaú. Conhece o Rio de Janeiro, e fica hospedado na residência de seu tio, o escritor Inglês de Souza. Com a ajuda financeira de sua mãe, funda “O Pirralho”, cujo primeiro número é lançado em 12 de agosto, tendo como colaboradores Amadeu Amaral, Voltolino, Alexandre Marcondes, Cornélio Pires e outros. Conhece o poeta Emílio de Meneses, de quem se torna amigo. Lança a campanha civilista em torno de Ruy Barbosa. Passa uma temporada em Baependi, Minas, nas terras da família de seu avô.

Em 1912, viaja à Europa. Visita vários países: Itália, Alemanha, Bélgica, Inglaterra, França, Espanha. Conhece durante a viagem a jovem dançarina Carmen Lydia, (Helena Carmen Hosbale) que Oswald batiza em Milão. Morre em São Paulo sua mãe, no dia 6 de setembro. Retorna ao Brasil, trazendo a estudante francesa Kamiá (Henriette Denise Boufflers). Reassume sua atividade de redator de “O Pirralho”, onde publica crônicas em português macarrônico com o pseudônimo de Annibale Scipione. No ano seguinte, participa das reuniões da Vila Kirial e conhece o artista plástico Lasar Segall. Escreve “A recusa”, drama em três atos.

Nasce o seu filho, José Oswald Antônio de Andrade (Nonê), com Kamiá, em 1914. Torna-se Bacharel em Ciências e Letras pelo Colégio São. Bento, onde foi aluno do abade Sentroul. Cursa Filosofia no Mosteiro de São Bento. Em 1915, participa do almoço em homenagem a Olavo Bilac, promovido pelos estudantes da Faculdade de Direito. Torna-se membro da Sociedade Brasileira dos Homens de Letras, fundada em São Paulo por Bilac. Chega ao Brasil a dançarina Carmen Lydia, com quem mantém um barulhento namoro. Faz viagens constantes de trem ao Rio a negócio ou para acompanhar Carmen Lydia. No ano seguinte, publica em “A Cigarra” o primeiro capítulo — e, depois, lança, com Guilherme de Almeida, as peças teatrais “Theatre Brésilien — Mon Coeur Balance” e “Leur Âme”, pela Typographie Asbahr. Faz a leitura das peças em vários salões literários de São Paulo, na Sociedade Brasileira de Homens de Letras, no Rio de Janeiro e na redação “A Cigarra”. 

Publica trechos de “Memórias Sentimentais de João Miramar” na “A Cigarra” e na “A Vida Moderna”. Sofre de artritismo. A atriz Suzanne Després recita no Municipal trechos de “Leur Âme”. Passa a colaborar regularmente em “A Vida Moderna”, que publica em 24 de maio, cenas de “Leur Âme”. Volta a estudar Direito, cujo curso havia interrompido em 1912. Recebe o convite de Valente de Andrade para fazer parte do “Jornal do Comércio”, edição de São Paulo e em 1º de novembro começa seu trabalho como redator. Redator social de “O Jornal”. Passa temporada com a família em Lambari (MG). Veraneia em São Vicente (SP). Vai regularmente a Santos, em companhia de Carmen Lydia. Continua a viajar intermitentemente ao Rio. Naquela cidade frequenta a roda literária de Emílio de Meneses, João do Rio, Alberto de Oliveira, Eloi Pontes, Olegário Mariano, Luis Edmundo, Olavo Bilac, Oscar Lopes e outros. Passa temporada em Aparecida do Norte. Está escrevendo o drama “O Filho do Sonho”.

Em 1917, conhece Mário de Andrade. Defende a pintora Anita Malfatti das críticas violentas feitas por Monteiro Lobato ("A exposição de Anita Malfatti", no “Jornal do Comércio”, São Paulo, 11/01/1918). Participa do primeiro grupo modernista com Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto e Di Cavalcanti. De 1917 a 1922 escreve regularmente no “Jornal do Comércio”.

Trabalha em “A Gazeta”, em 1918. Começa a compor “O perfeito cozinheiro das almas desse mundo...”, diário coletivo escrito em colaboração com Maria de Lourdes Castro Dolzani de Andrade (Miss Cyclone), Guilherme de Almeida, Monteiro Lobato, Leo Vaz, Pedro Rodrigues de Almeida, Inácio Pereira da Costa, Edmundo Amaral e outros. Fecha a revista “O Pirralho”.

Em 1919 é o orador do “Centro Acadêmico XI de Agosto” da Faculdade de Direito. Pronuncia a palestra "Árvore da Liberdade". Bacharel em Direito, é escolhido orador da turma. Morre seu pai, em fevereiro. Casa-se, “in extremis”, com Maria de Lourdes Castro Dolzani de Andrade (Miss Cyclone). Publica no jornal dos estudantes da Faculdade de Direito, “XI de Agosto”, três capítulos de “Memórias Sentimentais de João Miramar”. No ano seguinte edita “Papel e Tinta”, assinando com Menotti del Picchia o editorial e escrevendo regularmente para o periódico. Descobre o escultor Brecheret. Escreve em “A Raposa” artigo elogiando Brecheret com texto ilustrado com fotos de trabalhos do artista.

1921 – Em julho, publica artigo sobre o poeta Alphonsus de Guimarães, ressaltando a forma de expressão, no seu entender, precursora da linguagem modernista. (“Jornal do Comércio” (SP), 07/1921). Faz a saudação a Menotti del Picchia no banquete oferecido para políticos e poetas no Trianon. Revela Mário de Andrade poeta, em polêmico artigo "O meu poeta futurista". Principia a colaboração do “Correio Paulistano” até 1924. Participa da caravana de jovens escritores paulistas ao Rio de Janeiro, a fim de fazer propaganda do Modernismo. Torna-se o líder dessa campanha preparatória para a Semana de Arte Moderna. Toma aula de boxe com o antigo pugilista suíço Delaunay.

Em 1922, participa da Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo. Faz conferência, em 18 de setembro, comemorativa ao centenário da Bandeira Nacional. É um dos participantes do grupo da revista “Klaxon”, onde colabora. Integra o grupo dos cinco com Mário de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Menotti del Picchia. É escolhido como orador do banquete oferecido em homenagem ao escritor português Antonio Ferro, por ocasião de sua visita ao Brasil, no Automóvel Clube do Brasil (São Paulo). Publica “Os Condenados”, com capa de Anita Malfatti, primeiro romance de “A trilogia do exílio”. Viaja a negócios ao Rio. Em dezembro embarca para a Europa. Começa sua amizade com Tarsila. No ano seguinte, ganha na justiça a custódia do seu filho Nonê. Faz viagem a Portugal e Espanha, com passagem pelo Senegal, acompanhado de Tarsila. Matricula seu filho no Licée Jaccard em Lausanne, Suiça. Reside em Paris até agosto, no atelier de Tarsila. No dia 23 abril, participa do almoço oferecido pelo embaixador na França a intelectuais franceses. Em 11 de maio pronuncia a Conferência “L'effort intellectuel du Brésil contemporain”, na Universidade de Sorbonne. No dia 28 de maio, conhece o poeta Blaise Cendrars. Em agosto, goza as férias de verão com Tarsila na Itália, em Veneza. Assiste entusiasmado o bailado negro de Blaise Cendrars, com música de Darius Milhaud e cenários de Fernand Léger, apresentado pelo Ballets Suédois, no Teatro dos Champs-Elyseés. Visita a exposição de Arte Negra, no Museu de Artes Decorativas.

Reescreve “João Miramar”. Em julho, faz conferência em Lisboa. Em Paris, de volta ao Brasil, é homenageado com um banquete pela Sociedade Amis des Lettres Françaises, sendo saudado pela presidente do grupo Mme.Rachilde. Retorna ao Brasil no final do ano. Em 1924, no dia 18 de março publica no “Correio da Manhã” o “Manifesto da Poesia Pau Brasil”. Toma parte na excursão ao carnaval do Rio de Janeiro e à Minas com outros intelectuais brasileiros e do poeta Blaise Cendrars, chamada de “Caravana Modernista”. Em Minas Gerais, recebidos por Aníbal Machado, Pedro Nava e Carlos Drummond de Andrade, excursionam pelas cidades históricas. No “Correio Paulistano”, publica o artigo “Blaise Cendrars — Um mestre da sensibilidade contemporânea". Participa do V Ciclo de Conferência da Vila Kyrial falando sobre "os ambientes intelectuais da França". 

Publica “Memórias Sentimentais de João Miramar”, com capa de Tarsila. Faz uma leitura do “Serafim Ponte Grande”, em casa de Paulo Prado para uma platéia de amigos modernistas. Viaja à Europa. Em fevereiro e março faz curso de inglês na Berlitz School, em Paris. Publica em Paris pela editora Au Sans Pareil o livro de poemas “Pau Brasil”. Em agosto retorna ao Brasil. Candidata-se à Academia Brasileira de Letras. Oficializa o noivado com Tarsila do Amaral. Em janeiro e fevereiro do ano seguinte viaja ao Oriente, em companhia de Tarsila, de seu filho, de Dulce (filha de Tarsila), do escritor Cláudio de Souza, do governador de São Paulo Altino Arantes. Em 05 de maio é recebido com outros brasileiros em audiência
pelo papa, a fim de tentarem a anulação do casamento de Tarsila. 

Casa-se com Tarsila do Amaral, em cerimônia paraninfada pelo Presidente Washington Luis. Publica na “Revista do Brasil” o prefácio de “Serafim Ponte Grande”,primeira versão, "Objeto e fim da presente obra". Divulga em “Terra Roxa e Outras Terras” a "Carta Oceânica", prefácio ao livro “Pathé Baby” de Antônio de Alcântara Machado e um trecho do “Serafim Ponte Grande”. Publica, em 1927, “A Estrela de Absinto”, segundo romance de “A trilogia do exílio”, pela Editora Hélios com capa de Brecheret. Publica “Primeiro Caderno de Poesia do Aluno Oswald de Andrade”, ilustrado pelo autor, com capa de Tarsila. 

Começa no “Jornal do Comércio” a coluna "Feira das Quintas". Abre escritório comercial na Praça do Patriarca. Disputa o prêmio romance, patrocinado pela Academia Brasileira de Letras, com “A Estrela de Absinto”, que obteve menção honrosa. Publica trechos de “Serafim Ponte Grande” na revista “Verde”. Em 1928, lê o “Manifesto Antropófago” para amigos na casa de Mário de Andrade. Publica o “Manifesto Antropófago” na “Revista de Antropofagia”, que ajuda a fundar, com os amigos Raul Bopp e Antônio de Alcântara Machado. É expulso do Congresso de Lavradores, realizado no Cinema República (SP) por propor um acordo com o trabalhador do campo. Separa-se de Tarsila do Amaral. Rompe com Mário de Andrade e Paulo Prado. Viaja à Bahia com Pagú.

No dia 1º de abril de 1930 casa-se com Patrícia Galvão (Pagú) numa cerimônia pouco convencional. O acontecimento foi simbólico, realizado no Cemitério da Consolação, em São Paulo. Mais tarde, se retrataram na igreja. Escreve "A casa e a língua", em defesa da arquitetura de Warchavchik. Nasce seu filho Rudá Poronominare Galvão de Andrade com a escritora Pagú. É preso pela polícia do Rio de Janeiro, por ameaçar o antigo amigo, poeta Olegário Mariano.

Em 1931, escreve “O mundo político”. Começa a escrever ensaios políticos, geralmente sobre a situação e os problemas do operário. Funda com Queiroz Lima e Pagú “O Homem do Povo”. Publica o “Manifesto Ordem e Progresso”. Engaja-se no Partido Comunista. No ano seguinte, redige o prefácio definitivo de “Serafim Ponte Grande”.

Em 1933, pronuncia conferência — “O Vosso Sindicato” — no sindicato dos padeiros de São Paulo. Publica “Serafim Ponte Grande”. Patrocina a publicação de “Parque Industrial”, romance de Pagú.

No ano seguinte, deixa Pagú e une-se à pianista Pilar Ferrer. Publica “A Escada Vermelha”, terceiro romance de “A trilogia do exílio”, e “O Homem e o Cavalo”, com capa de seu filho, Oswald de Andrade Filho. Lê cenas da peça “O Homem e o Cavalo” no Teatro de Experiência de Flávio de Carvalho. Programada a apresentação dessa peça, o teatro, é interditado pela polícia. No dia 24 de dezembro, assina contrato antenupcial em regime de separação de bens com Julieta Bárbara Guerrini.

Com sua mulher Julieta, acompanha C. Levis-Strauss em excursão até Foz do Iguaçu. Escreve sátira política para “A Platéia”. Faz parte do movimento artístico cultural “Quarteirão”. Fichado na polícia civil do Ministério da Justiça, como subversivo. No ano seguinte, publica na revista “XI de agosto”, "Página de Natal" do Marco Zero. Conclui o poema “O Santeiro do Mangue”, 1ª versão, dedicado criticamente a Jorge de Lima e Murilo Mendes. 

Em dezembro casa-se com a escritora Julieta Bárbara Guerrini, tendo como padrinho o jornalista Casper Líbero, o pintor Portinari e uma irmã da noiva, Clotilde.  Escreve “O país da sobremesa”, em 1937. É feita uma tentativa de encenação da peça “O Rei da Vela” pela Companhia de Álvaro Moreyra. Atua na Frente Negra Brasileira. Escreve na revista “Problemas” (São Paulo). Publica “A Morta” e “O Rei da Vela”. No Rio de Janeiro, a edição de “Serafim Ponte Grande” é dada como esgotada.

Em 1938, publica o trecho "A vocação" da série “Marco Zero: IV”, “A presença do Mar”. Redige “Análise de dois tipos de ficção”. No dia 16 de fevereiro de 1939, Oswald ingressa no Pen Club do Brasil. Publica no jornal “Meio Dia” as colunas "Banho de Sol" e "De literatura". É o representante do jornal “Meio Dia” em São Paulo. Escreve para o “Jornal da Manhã” (SP) uma série de reportagens sobre personalidades importantes da vida política, econômica e social de São Paulo. Escreve “O lar do operário”. Candidata-se à Academia Brasileira de Letras pela segunda vez, enviando uma carta aberta aos imortais, em 1940. Em 1941, monta um escritório de imóveis na rua Marconi, com Nonê, o filho mais velho.

No ano de 1942, expõe trabalhos de pintura na Sala dos Intelectuais, no VII Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. Publica “Cântico dos Cânticos para Flauta e Violão”, dedicado à sua futura mulher, Maria Antonieta d’Alkmin. Lança, em 2ª edição pela Globo, “Os Condenados”, com capa de Koetz. Publica “Marco Zero: I A revolução melancólica”, pela José Olympio, capa de Santa Rosa. Começa a publicar no “Diário de S.Paulo” a coluna "Feira das Sextas". 

Casa-se com Maria  Antonieta d'Alkmin, em 1943. Em 1944, pronuncia na Faculdade de Direito a conferência "Fazedores da América", publicada no “Diário de S.Paulo” em 31/10/1944. Inicia a série “Telefonema”, publicada no “Correio da Manhã”, até 1954. Viaja a Belo Horizonte, com uma caravana de intelectuais e faz uma conferência na Exposição de Arte Moderna, organizada pelo Prefeito Juscelino Kubitschek. No ano seguinte escreve "O sentido da nacionalidade no Caramuru e no Uruguai". Publica "A Arcádia e a inconfidência", tese apresentada à cadeira de literatura brasileira da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, na qual o biografado é livre-docente.em Literatura Brasileira. Reúne no volume “Ponta de Lança” artigos esparsos. Publica "A sátira na poesia brasileira", conferência pronunciada na Biblioteca Pública Municipal de São Paulo. Publica “Poesias Reunidas - Oswald de Andrade”, editora Gazeta e “Marco Zero: II — Chão”, pela José Olympio. 

Faz a saudação a Pablo Neruda em visita ao Brasil. Inicia a organização da Ala Progressista Brasileira, programa de conciliação nacional. Lança um manifesto ao "Povo de São Paulo, Trabalhadores de São Paulo. Homens livres de São Paulo". Escreve o "Canto do Pracinha só". Rompe com o Partido Comunista do Brasil e Luis Carlos Prestes, seu secretário geral. Publica na “Gazeta de Limeira”, conferência pronunciada em Piracicaba intitulada "A lição da inconfidência". Em 1946, publica “O Escaravelho de Ouro” (poesia). Assina contrato com o governo de São Paulo para a realização da obra "O que fizemos em 25 anos", espécie de levantamento da vida nacional, em todos os setores da atividade técnica e social à literária e artística. Profere conferência sob o título "Informe sobre o modernismo". Apresenta o escritor norte-americano Samuel Putnam, em visita ao Brasil, na Escola de Sociologia e Política (São Paulo). Candidata-se a delegado regional da Associação Brasileira de Escritores e perde a eleição. Envia bilhete-aberto ao Presidente da Seção Estadual, escritor Sérgio Buarque de Holanda, protestando e desligando-se da Associação, em 1947. Em 1948, pronuncia em Bauru a conferência "O sentido do interior".

Publica na revista Anhembi o texto "O modernismo", em 1949. Profere conferência no Centro de Debates Casper Líbero: "Civilização e dinheiro", e no Museu de Arte de São Paulo, “Novas dimensões da poesia". Realiza excursão a Iguape, com Albert Camus, para assistir às tradicionais festas do Divino. É encarregado de apresentar e saudar o escritor francês de passagem por São Paulo para fazer conferências. Escreve a coluna "3 linhas e 4 verdades" na “Folha de S.Paulo”, até 1950. Profere nova conferência na Faculdade de Direito em homenagem a Rui Barbosa.

Em 1950, escreve “O antropófago”. É homenageado com um banquete, no Automóvel Clube, pela passagem do 60º aniversário, saudado por Sérgio Milliet. Participa de concurso para provimento da Cadeira de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, ocasião em que defende a tese "A crise da filosofia messiânica", sem êxito. Candidata-se a deputado federal pelo PRT, com o seguinte slogan: “Pão – Teto – Roupa – Saúde – Instrução”. Pronuncia as seguintes conferências: "A arte moderna e a arte soviética", "Velhos e novos livros atuais". Redige "Um aspecto antropofágico da cultura brasileira — o homem cordial" para o 1º Congresso Brasileiro de Filosofia. Apresenta a versão definitiva de “O Santeiro do Mangue”.

Escreve, em 1952, “Introdução à antropofagia”. Profere discurso de saudação em homenagem a Josué de Castro, representante da ONU, por iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Escreve o artigo "Dois emancipados: Júlio Ribeiro e Inglês de Souza". É membro da Comissão Julgadora do Salão Letras e Artes Carmen Dolores, em 1953. Saudou o escritor José Lins do Rego, pelo prêmio recebido em torno do romance “Cangaceiros”, patrocinado pelo Salão de Letras e Artes Carmen Dolores Barbosa. Começa a publicar a série “A Marcha das Utopias” no jornal “O Estado de S.Paulo”. Em 1954, escreve o ensaio “Do órfico e mais cogitações" e "O primitivo e a antropofagia”. Publica o primeiro volume das “Memórias — Um homem sem profissão”, com capa de seu filho, Oswaldo Jr., pela José Olympio. Graças à interferência de Vicente Rao, foi indicado para ministrar um curso de cultura brasileira em Genebra. Retorna como sócio à Associação Brasileira de Escritores (A.B.D.E.).

Falece em São Paulo, em 22 de outubro de 1954, na sua residência. É sepultado no jazigo da família, no cemitério da Consolação, em São Paulo (SP).

É homenageado postumamente pelo Congresso Internacional de Escritores, em 1954. Em 1990, no centenário de seu nascimento, a “Oficina Cultural Três Rios” passa a se chamar “Oficina Cultural Oswald de Andrade; é lançado o filme “Cem Oswaldinianos”, de Adilson Ruiz e instalado painel na estação República do Metrô paulista”.

OBRAS

Humor:
- Revista “O Pirralho” — crônicas em português macarrônico sob o pseudônimo de Annibale Scipione (1912 — 1917)

Poesia:
- Pau-Brasil (1925)
- Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade (1927)
- Cântico dos cânticos para flauta e violão (1945)
- O escaravelho de ouro (1946)

Romance:
- A trilogia do exílio: I — Os condenados, II —A estrela de absinto, III — A escada vermelha (1922-1934)
- Memórias sentimentais de João Miramar (1924)
- Serafim Ponte Grande (1933)
- Marco Zero: I - A revolução melancólica, II — Chão (1943).
- Memórias: Um homem sem profissão (1954)

Teatro:
- A recusa (1913)
- Théâtre Brésilien — Mon coeur balance e Leur Âme (1916) (com Guilherme de Almeida)
- O homem e o cavalo (1934)
- A morta (1937);
- O rei da vela (1937).
- O rei floquinhos (1953)

Manifestos:
- Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924)
- Manifesto Antropófago (1928)
- Manifesto Ordem e Progresso (1931)

Teses, artigos e conferências publicadas:
- O meu poeta futurista (1921)
- A Arcádia e a Inconfidência (1945)
- A sátira na poesia brasileira (1945)

Publicações póstumas:
- A utopia antropofágica – Globo
- Ponta de lança – Globo
- O rei da vela – Globo
- Pau Brasil – Obras completas – Globo
- O santeiro do mangue e outros poemas – Globo
- Obras completas – Um homem sem profissão – Memórias e confissões sob as ordens de mamãe – Globo
- Telefonema – Globo
- Dicionário de bolso – Globo
- O perfeito cozinheiro das almas desse mundo – Globo
- Os condenados – A trilogia do exílio – Globo
- Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade – Globo
- Os dentes do dragão – Globo
- Mon coeur balance – Le Âme - Globo

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Cadeira n. 1 - José Feldman

Patrono da Cadeira n. 1 - Paulo Leminski
José Feldman nasceu na cidade de São Paulo, no dia 27 de setembro de 1954, filho de Moisés, representante de móveis (falecido) e Mina Feldman. 

Aos 6 anos de idade aprendeu a jogar xadrez com seu pai. Desde os 10 anos mostra aptidão para a escrita, ao escrever pequenos contos baseados em personagens de história em quadrinhos. Com cerca de 13 anos de idade, escreve as suas primeiras poesias. Na época já lia muitos livros e revistas. 

Primeiros livros foram a coleção de Monteiro Lobato dada por seu pai. Com cerca de 15 anos de idade participou de concursos de poesia sem sucesso. Desde 1973, com uma fome enorme de conhecimento, realizou vários cursos, como Filosofia no Instituto Palas Athena, Italiano na Associação de Cultura Afro-Brasileira, Inglês no Instituto Roosevelt e Instituto Norte Americano, Leitura Dinâmica e Desinibição e Criatividade, no Instituto Dynamics Cymel, Arte Dramática no Instituto Macunaíma, Filosofia no Centro de Estudos Filosóficos Pró-Vida, além de diversas palestras e encontros de literatura.

Em 1975, devido a enfermidade de seu pai, auxilia-o na direção de clube de xadrez no Instituto Cultural Israelita Brasileiro (ICIB), assumindo definitivamente a diretoria em 1978, sendo reeleito sucessivamente até o ano de 1996. Neste período, foi também auxiliar de diretoria, arbitro e professor de xadrez no Xadrez Clube Sorocaba e no Clube de Regatas Tietê. Foi jogador no 3. tabuleiro pelo ICIB em Torneios interclubes a nível regional e nacional e 1. Tabuleiro pelo Xadrez Club Sorocaba na Categoria Especial.

Também, no ICIB, pertence a diretoria cultural, promovendo diversos eventos musicais, além da Oficina de Trovas, ministrada pelo grande trovador Izo Goldman, e revelando talentos musicais dos jogadores do departamento de xadrez. Neste período começa a dar maior ênfase também à literatura, ao fazer, na Casa Mário de Andrade (Oficina da Palavra) o curso de Poesia Viva, com a poetisa Eunice Arruda, curso de literatura com Mario Amato, Ficção Cientifica na literatura e no cinema com o escritor de renome internacional, André G. Carneiro, além da Oficina de Trovas com Izo Goldman. 

No xadrez, como organizador, diretor, arbitro, granjeou a admiração e o respeito de grandes jogadores, o que o fez elevar o clube da 3ª categoria para a categoria especial. Criou também um boletim enxadristico denominado “J’Adoube” (eu arrumo), direcionado a todos os níveis de jogadores, com partidas, notícias, estudos, piadas enxadrísticas, etc., e com tempo obteve a adesão de colaboradores com desenhos artísticos, poemas, etc. (na época não havia computador, era tudo na máquina de escrever e mimeógrafo).

Na literatura continuou tentando ainda concursos de poesia na Livraria Freitas Bastos e Scortecci, mas ainda sem sucesso. Com as trovas, obteve pela primeira vez uma menção honrosa no Concurso de Santa Cruz do Sul (RS).

Casou-se em 1995 com a poetisa  escritora e tradutora paranaense Alba Krishna Topan, a qual conhecera no curso de Ficção Científica, na Casa Mario de Andrade.
Foi em 1999 para Curitiba, onde ficou longe da literatura e do xadrez. Não conseguindo se adaptar ao clima, mudou-se para a cidade de Ubiratã, a cerca de 70 km de Cascavel (PR). 

Em Ubiratã, começou a se firmar ao ser eleito em 2001 como vice presidente da diretoria provisória, da Associação dos Literatos de Ubiratã (ALIUBI), tendo contato com poetas da região.

Registrou-se como Delegado da Delegacia de Ubiratã, pela União Brasileira de Trovadores do Paraná, auxiliando na elaboração do Boletim Paraná em Trovas com a presidente da UBT Paraná Vânia Ennes, o secretário Nei Garcez e o grande trovador A. A. de Assis. 

Participou de concursos de contos em Portugal e França. Também participou de torneios de xadrez regionais, sagrando-se campeão, terceiro e segundo lugares, respectivamente, em 3 torneios.

Percebendo o pouco acesso das pessoas à literatura, e mesmo o baixo nível de leitura, começou a ler muito e se dedicar a literatura, criando deste modo um boletim, de nome Singrando Horizontes, que era feito principalmente em dados obtidos na internet e revistas, que abrangia tudo de literatura (contos, cronicas, artigos, biografias, poesias, curiosidades da lingua, noticias do mundo, estudos de livros, etc.), e começou a distribuir por e-mail para inicialmente amigos, trovadores e associações. Com o tempo foi descobrindo novos endereços e distribuiu em escolas, universidades, academias do Brasil Inteiro, além de Estados Unidos e Portugal. 

O Boletim foi indicado para ser inserido nos anais da Casa Legislativa Maçonica, que segundo as palavras do magistrado , Mestre Maçom e Deputado da Loja "Os Templários", de Curitiba, PR, Valter Martins de Toledo: "Existem alguns samaritanos da cultura/educação espalhados aqui e acolá, preocupados, sempre, com essa lamentável situação cultural da população brasileira. Eis que, vez por outra, surge em longínquos rincões pátrios, cidadãos de paciência franciscana e de porte intelectual incomum, verdadeiros abnegados, apresentando projetos de primeira qualidade, como é o caso do "Boletim Singrando Horizontes", editado pelo Professor José Feldman, no Paraná, recente, pois veio à lume em 2007 mas já fez publicar, via internet mais de 400 artigos de excelente qualidade literária e bom gosto temático, conforme bem o demonstra o Boletim n. 8, de 2008, nele realçando-se a excelente abordagem sobre Machado de Assis, em comemoração do seu centenário de nascimento. Iniciativa como esta, nos oferta esperança e merece aplausos, não podendo ficar desconhecida ou ser enviada para as prateleiras da história. Merece nosso apoio e gratidão, com votos parabenizatórios, e com a sua inserção nos anais desta casa legislativa maçonica". 

Criou o Blog Pavilhão Literário Cultural Singrando Horizontes (http://singrandohorizontes.blogspot.com/) seguindo os mesmos moldes do boletim, com muito mais conteúdo, postados diariamente, iniciado ao final de dezembro de 2007. 

Com isto, começou a ficar mais conhecido devido a sua divulgação dos escritores, sendo convidado no mês de junho de 2008 a efetuar uma palestra na Academia de Letras de Maringá, onde discursou sobre o Panorama da Literatura no Brasil. Muitos escritores começaram a enviar seus textos e livros para apreciação crítica. 
Em novembro de 2008, a convite do escritor Sorocabano Douglas Lara, passou a ser membro da ONE (Ordem Nacional dos Escritores), recebendo juntamente com sua esposa, o medalhão das mãos do presidente da ONE, José Verdasca, em 2008, em Sorocaba. 

Nas palavras de Vãnia Maria Souza Ennes, presidente da UBT Estadual do Paraná: É com grata emoção que a diretoria da UBT Estadual do Paraná vem acompanhando seu magnífico trabalho, há mais de 1 ano. Dia após dia, Feldman, você se supera na arte de produzir, criar e disseminar a cultura poética e literária no âmbito nacional e internacional. Cada vez mais, podemos observar a sua sensibilidade que está exposta, claramente, no Pavilhão Literário Cultural Singrando Horizontes, desde dezembro de 2007 a março de 2009 e que muito orgulha o nosso Paraná.É um belíssimo desempenho cultural !!! A oportunidade de poder apreciar seu site, ler, reler, participar, aprender com ele, são atitudes que nos induzem seguir adiante e, nos fazem muito bem. Portanto, receba nossos mais calorosos aplausos com as saudações trovadorescas. 

Em março de 2009, foi convidado para a Cadeira Vitalícia da Academia de Letras do Brasil, assumindo 2009, em Piracicaba, representando o Estado do Paraná, na cadeira n.1, tendo por patrono Paulo Leminski, ocasião em que além de receber o diploma de imortal, recebeu o título de Doutor Honoris Causa das mãos do presidente da ALB. Foi nomeado presidente da ALB/Paraná e Vice-Presidente do Conselho de Ética. 

Criou em janeiro de 2010 a Revista Virtual O Voo da Gralha Azul, Almanaque Paraná e Santuário de Trovas (em imagens), Coleção Memória Viva, inicialmente com 2 e-livretos: Paraná Trovadoresco, com trovas de trovadores do estado, a ser editado em vários volumes. Idealizador e editor dos ebooks Chuva de Versos atualmente no número 470 e O Encanto das trovas, com centena de trovas de trovadores vivos e falecidos, a cada número, colocados em sites acadêmicos, facebook e distribuídos por email.

Grande incentivador e divulgador da literatura paranaense, reside na cidade de Maringá/PR.

Premiações:
Premiado em alguns concursos de trovas, como Ribeirão Preto, Nova Friburgo, Curitiba, Santos, etc.

Entidades:
- Academia de Letras do Brasil/ Paraná – (ALB/PR) Cadeira n.1 Patrono: Paulo Leminski
- Academia de Letras do Brasil/Suiça - (ALB/SUIÇA) Cadeira n. 145 - Patrono: Mário Quintana
- Academia de Letras de Teófilo Otoni/MG (ALTO) - Acadêmico correspondente
- Academia Formiguense de Letras/MG (AFL) - Acadêmico Correspondente - Cadeira n. 35 - Patronesse: Cora Coralina
- Poetas Del Mundo  - Consul de Maringá
- Movimento União Cultural - Conselheiro Internacional
- União Brasileira dos Trovadores/Delegacia de Arapongas - auxiliar de delegado
- União Brasileira dos Trovadores/Delegacia de Ubiratã - delegado de 2001 a 2012.
- Associação dos Literatos de Ubiratã (ALIUBI) (vice-presidente 2001 - 2003)
- Ordem Nacional dos Escritores (ONE)
- União Hispanomundial de Escritores (UHE)
- Casa do Poeta Lampião de Gaz
- Sociedade Mundial dos Poetas
- Ordem dos Cavaleiros Templários (OCT)
- Ordem Sagrada do Templo e do Graal (OSTG)
- Antiga e Mistíca Ordem Rosae Crucis (AMORC)
- Pró-Vida, Integração Cósmica

Honrarias
- Medalha de mérito cultural Euclides da Cunha da Academia de Letras do Brasil, em Berna/Suiça 
- Medalha de  Mérito Cultural da Academia Pan Americana de Letras e Artes: 
- Medalha de Mérito Cultural da Academia Brasileira de Trovas;
- Medalha de Mérito Cultural Heitor Stockler de França, da União Brasileira dos Trovadores/Estado do Paraná
- Doutor em Philosofia Universal, Ph.I., - Filósofo Imortal - "Honoris Causa", da CONALB e Academia de Letras do Brasil.

Publicações
Livro publicado na Coleção Terra e Céu, em 2016 com trovas de sua autoria e de seu mestre Izo Goldman. 

Prefaciou os livros:
- Átila José Borges. Matando o Porco, Eu Contos. e 
- Isabel Furini. Passageiros do Espelho. 
- Uma cronica em livro de cronicas organizado por Isabel Furini. 
- Apresentação do pintor holandês Vincent Van Gogh, em livro de poesias da mesma poetisa curitibana..

Participação em:
- Vânia Maria Souza Ennes. Paraná em Trovas. (com uma trova e fortuna crítica).
- UBT. Meus irmãos, os trovadores vol. 2 (com trovas)
- Poesia na Edição comemorativa de 35 anos do Movimento Poético em São Paulo, em 2016.
- Poesia na Revista Literária da Academia de Letras de Teófilo Otoni, Café com Letras, em 2013.
- Mencionado no livro com seleção de Carolina Ramos. União Brasileira dos Trovadores. A Trova. Raízes e florescimento.

E-books (seleção, organização e editoração):
- Boletim Litero Cultural "Singrando Horizontes" (13 ebooks)
- Almanaque o Voo da Gralha Azul (9 ebooks)
- Almanaque Paraná (14 volumes)
- Paraná Poético (4 volumes)
- Trova Brasil (16 volumes)
- Santuário de Trovas (em imagens) 3 volumes
- Almanaque O Encanto das Trovas  (21 ebooks)
- Almanaque Chuva de Versos (470 ebooks))

Possui o blog http://singrandohorizontes.blogspot.com.br em atividades desde 2007, com cerca de 15.000 artigos e uma média de 7 mil leitores/mês.

Participação no blog http://florilegiodetrovas.blogspot.com.br em sociedade com o escritor maringaense Malik Kateb.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Paulo Leminski (1944 - 1989)

Patrono da Cadeira n. 1

Paulo Leminski nasceu em Curitiba, 24 de agosto de 1944 e faleceu na mesma cidade em 7 de junho de 1989. Filho de Paulo Leminski e Áurea Pereira Mendes. Mestiço de pai polaco com mãe negra, Paulo Leminski Filho sempre chamou a atenção por sua intelectualidade, cultura e genialidade. Estava sempre à beira de uma explosão e assim produziu muito. É dono de uma extensa e relevante obra. Desde muito cedo, Leminski inventou um jeito próprio de escrever poesia, preferindo poemas breves, muitas vezes fazendo haicais, trocadilhos, ou brincando com ditados populares.

Em 1958, aos catorze anos, foi para o Mosteiro de São Bento em São Paulo e lá ficou o ano inteiro.

Participou do I Congresso Brasileiro de Poesia de Vanguarda em Belo Horizonte onde conheceu Haroldo de Campos, amigo e parceiro em várias obras. Leminski casou-se, aos dezessete anos, com a desenhista e artista plástica Neiva Maria de Sousa (da qual se separou em 1968).

Estreou em 1964 com cinco poemas na revista Invenção, dirigida por Décio Pignatari, em São Paulo, porta-voz da poesia concreta paulista.

Em 1965, tornou-se professor de História e de Redação em cursos pré-vestibulares, e também era professor de judô.

Classificado em 1966 em primeiro lugar no II Concurso Popular de Poesia Moderna.

Casou-se em 1968 com a também poeta Alice Ruiz, com quem ficou casado por vinte anos. Algum tempo depois de começarem a namorar, Leminski e Alice foram morar com a primeira mulher do poeta e seu namorado, em uma espécie de comunidade hippie. Ficaram lá por mais de um ano, e só saíram com a chegada do primeiro de seus três filhos: Miguel Ângelo (que morreu com dez anos de idade, vítima de um linfoma). Eles também tiveram duas meninas, Áurea (homenagem a sua mãe) e Estrela.

De 1969 a 1970 decidiu morar no Rio de Janeiro, retornando a Curitiba para se tornar diretor de criação e redator publicitário.

Dentre suas atividades, criou habilidade de letrista e músico. Sua primeira letra foi Verdura, de 1981, cantada por Caetano Veloso no disco Outras Palavras. A própria bossa nova resulta, em partes iguais, da evolução normal da MPB e do feliz acidente de ter o modernismo criado uma linguagem poética, capaz de se associar com suas letras mais maleáveis e enganadoramente ingênuas às tendências de então da música popular internacional. A jovem guarda e o tropicalismo, à sua maneira, atualizariam esse processo ao operar com outras correntes musicais e poéticas. Por sua formação intelectual, Leminski é visto por muitos como um poeta de vanguarda, todavia por ter aderido à contracultura e ter publicado em revistas alternativas, muitos o aproximam da geração de poetas marginais que, embora ele jamais tenha sido próximos de poetas como Francisco Alvim, Ana Cristina César ou Cacaso. Por sua vez, em muitas ocasiões declarou sua admiração por Torquato Neto, poeta tropicalista e que antecipou muito da estética da década de 1970.

Na década de 1970, teve poemas e textos publicados em diversas revistas – como Corpo Estranho, Muda Código (editadas por Régis Bonvicino) e Raposa. Em 1975 – e lançou o seu ousado Catatau, que denominou “prosa experimental”, em edição particular. Além de poeta e prosista, Leminski era também tradutor (traduziu para o castelhano e o inglês alguns trechos de sua obra Catatau, o qual foi traduzido na íntegra para o castelhano).
Na poesia de Paulo Leminski, por exemplo, a influência da MPB é tão clara que o poeta paranaense só poderia mesmo tê-la reconhecido escrevendo belas letras de música, como “Verdura”:

Músico e letrista, Leminski fez parcerias com Caetano Veloso e o grupo A Cor do Som entre 1970 e 1989.Teve influência da poesia de Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, convivência com Régis Bonvicino, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Moraes Moreira, Itamar Assumpção, José Miguel Wisnik, Arnaldo Antunes, Wally Salomão, Antônio Cícero, Antonio Risério, Julio Plaza, Reinaldo Jardim, Regina Silveira, Helena Kolody, Turiba.

A música estava ligada às obras de Paulo Leminski, uma de suas paixões, proporcionando uma discografia rica e variada.

Entre 1984 e 1986, em Curitiba, foi tradutor de Alfred Jarry, James Joyce, John Fante, John Lennon, Samuel Beckett e Yukio Mishima.

Publicou o livro infanto-juvenil ‘’Guerra dentro da gente’’, em 1986 em São Paulo.

Entre 1987 e 1989 foi colunista do Jornal de Vanguarda que era apresentado por Doris Giesse na Rede Bandeirantes;

Paulo Leminski foi um estudioso da língua e cultura japonesas e publicou em 1983 uma biografia de Bashô. Além de um grande escritor, Leminski também era faixa-preta de judô. Sua obra literária tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos.

Obra poética
– Quarenta clics de Curitiba. Poesia e fotografia, com o fotógrafo Jack Pires.
– Curitiba, Etecetera, 1976. (2ª edição Secretaria de Estado Cultura, Curitiba, 1990.) n.p.
Polonaises. Curitiba, Ed. do Autor, 1980. n.p.
– Não fosse isso e era menos/ não fosse tanto e era quase. Curitiba, Zap, 1980. n.p.
– Tripas. Curitiba, Ed. do Autor, 1980.
– Caprichos e relaxos. São Paulo, Brasiliense, 1983. 154p.
e Ruiz, Alice. Hai Tropikais. Ouro Preto, Fundo Cultural de Ouro Preto, 1985. n.p.
– Um milhão de coisas. São Paulo, Brasiliense, 1985. 6p.
– Caprichos e relaxos. São Paulo, Círculo do Livro, 1987. 154p.
– Distraídos venceremos. São Paulo, Brasiliense, 1987. 133p. (5ª edição 1995)
– La vie en close. São Paulo, Brasiliense, 1991.
– Winterverno (com desenhos de João Virmond). Fundação Cultural de Curitiba, Curitiba, 1994. (2ª edição publicada pela Iluminuras, 2001. 80p.)
– Szórakozott Gyozelmunk (Nossa Senhora Distraída) – Distraídos venceremos, tradução de Zoltán Egressy, Coletânea organizada por Pál Ferenc. Hungria, ed. Kráter, 1994. n.p.
– O ex-estranho. Iluminuras, São Paulo, 1996.
– Melhores poemas de Paulo Leminski. (seleção Fréd Góes) Global, São Paulo, 1996.
– Aviso aos náufragos. Coletânea organizada e traduzida por Rodolfo Mata. Coyoacán – México, Eldorado Ediciones, 1997. n.p.

Obra em prosa
– Catatau (prosa experimental). Curitiba, Ed. do Autor, 1975. 213p.
– Agora é que são elas (romance). São Paulo, Brasiliense, 1984.1 63p.
– Catatau. 2ª ed. Porto Alegre, Sulina, 1989. 230p.
– Metaformose, uma viagem pelo imaginário grego (prosa poética/ensaio). Iluminuras, São Paulo, 1994. (Prêmio Jabuti de poesia , 1995)
– Descartes com lentes (conto). Col. Buquinista, Fundação Cultural de Curitiba, Curitiba, 1995. • – Agora é que são elas (romance). 2ª ed. Brasiliense / Fundação Cultural de Curitiba, 1999.

Biografias
– Cruz e Souza. São Paulo, Brasiliense. 1985. 78p.
– Matsuó Bashô. São Paulo, Brasiliense, 1983. 78p.
– Jesus. São Paulo, Brasiliense, 1984, 119p.
– Trotski: a paixão segundo a revolução. São Paulo, Brasiliense, 1986.
– Vida (biografias: Cruz e Souza, Bashô, Jesus e Trótski). Sulina, Porto Alegre, 1990. (2ª edição 1998)

ENSAIOS
– POE, Edgar Allan. O corvo. São Paulo, Expressão, 1986. 80p. (apêndice)
– Poesia paixão da linguagem. Conferência incluída em Sentidos da paixão. Rio de Janeiro, Companhia das Letras, 1987. p.287-305.
– Nossa linguagem. In: Revista Leite Quente. Ensaio e direção. Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, v.1, n.1, mar.1989.
– Anseios crípticos (anseios teóricos): peripécias de um investigador dos sentido no torvelinho das formas e das idéias. Curitiba, Criar, 1986. 143p.
– Metaformose, uma viagem pelo imaginário grego (prosa poética/ensaio). Iluminuras, São Paulo, 1994. (Prêmio Jabuti de poesia , 1995) 
– Ensaios e anseios crípticos. Curitiba, Pólo Editorial, 1997. n.p.

Literatura infanto-juvenil
– Guerra dentro da gente. São Paulo, Scipione, 1986. 64p.
– A lua foi ao cinema. São Paulo, Pau Brasil, 1989. n.p.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Cadeira n. 27 - Átila José Borges

Cadeira n. 27 -  Patrono: Valter Martins de Toledo

Átila José Borges nasceu em 28/02/1936, na cidade de Porto União/SC, filho de Óttilo Borges e de Garacita Martins Ricardo Borges. Licenciado em Ciências pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Bacharel em ciências econômicas pela Fundação de Estudos Sociais do Paraná

Oficial Especialista em Comunicações pela Escola de Oficiais Especialistas da Aeronáutica. Licenciado em Estatística Superior pelo Ministério da Educação e Cultura. Foi oficial da Força Aérea Brasileira, professor da Universidade Federal do Paraná, do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná, da Fundação de Estudos Sociais do Paraná e instrutor da Força Aérea Brasileira. Jornalista e Relações Públicas.

Obteve várias homenagens, placas de prata e bronze e troféus, entre as quais, das Forças Aéreas dos Estados Unidos, Bolívia, Turquia, Itália, Inglaterra e Vietnã do Sul. E mais ainda, do Aeroclube do Paraná, da Academia da Força Aérea Brasileira entre outras. Honorary Memberships pela Aerophhilatelic of The Américas - Brookfield, Illinois.

Teve seu nome inscrito, com louvor: uma vez na Câmara Federal, três vezes na Assembleia Legislativa do Paraná e onze vezes na Câmara Municipal de Curitiba.

Foi eleito o melhor Relações Públicas das Forças Armadas pelo jornal “Letras em Armas” e pelo jornal “Diário Popular” de Curitiba.

Entre muitas honrarias que recebeu no percurso de sua vida, foi agraciado com as medalhas de:
– Cavaleiro da Ordem do Mérito Aeronáutico
– Cavaleiro da Grã Cruz do Governo da Polônia
– Medalha Mérito Santos Dumont
– Medalha Militar de Prata
– Medalha Max Wolf Filho da Legião Paranaense do Expedicionário
– Medalha Santos Dumont do Governo de Minas Gerais
– Medalhão de Prata da Comissão de Alto Nível do Ministério da Aeronáutica
– Troféu “Escrínio de Santos Dumont”
– Medalha Jubileu de Ouro da Campanha Nacional das Escolas da Comunidade
– Comenda Maçônica Duque de Caxias do Grande Oriente do Brasil /Paraná
– Medalha Gratidão Prata da União dos Escoteiros do Brasil
– Comenda Maçônica Grande Mérito Dario Vellozo
– Medalha General Antônio Ernesto Gomes Carneiro da cidade da Lapa/PR
– Comenda “Cavalheiro da Boca Maldita”
– Cidadão Honorário de Curitiba.

Tem trabalhos publicados no Brasil, Estados Unidos, Portugal, Argentina, Paraguai e China.

Autor de nove trabalhos técnicos editados e distribuídos pela Encyclopaedia Britannica do Brasil e Barsa Society além da Editora Três, Laboratório Ache do Brasil, entre outros.

Autor de sete livros:
- Memórias de um guri em tempo de guerra; No Pico do Diabo; As mais 100 belas mensagens: Mais de 700 pensamentos preferidos; Peludos X Pelados – A Guerra do Contestado; Emoções, eu vivi... ; A Menina e o general;

Peça teatral infantil: Um menino entre nuvens e estrelas.

Vários trabalhos diversificados, publicados em diversos órgãos da imprensa brasileira. Átila José Borges foi criador, fundador e Diretor do Museu Entre Nuvens e Estrelas, inaugurado pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso, que ficou em exposição no Aeroporto Afonso Pena por mais de cinco anos.

No ano de 2002 Átila doou ao Museu, todo o seu riquíssimo acervo, à Universidade Tuiuti do Paraná. Produziu e apresentou por mais de vinte anos, na TV Paranaense Canal 12 o programa Entre Nuvens e Estrelas (em prol da aviação) e foi colunista da Gazeta do Povo, também por mais de vinte anos

– Membro da Academia de Cultura de Curitiba
– Associado “Bandeirante” do Círculo de Estudos Bandeirantes/PR.
– Filiado ao Grande Oriente do Brasil, Grau 33.
– Membro da Academia de Letras do Brasil, pelo Estado do Paraná.
– Sócio Honorário da Casa do Estudante Paraguaio

Casado com Mareli Teresinha Andretta Borges, teve dois filhos: Marelise Cristina Borges (falecida) e Átila José Borges Júnior. Reside em Curitiba/PR.

Valter Martins de Toledo (1933 - 2012)

Patrono da Cadeira n. 27

Nascido no interior de São Paulo, filho de Jordão Martins de Toledo e Maria Rodrigues de Toledo. Se mudou ainda jovem para a cidade de Jandaia do Sul, no Paraná, com a família. 

Foi o primeiro de uma família com dez irmãos a mudar-se para Curitiba. Determinado e apaixonado pelo Direito, em 1958, estudou no Colégio Estadual do Paraná. Arranjou um trabalho no Tribunal de Justiça do Estado em um cargo simples. Formado em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), autor do projeto “Exercício da Cidadania”. 

Aos poucos foi mudando de setor dentro do Tribunal chegando a trabalhar como assessor jurídico, até que passou em um concurso público e, em 1977. Tornou-se juiz com o pensamento firme de que a lei é igual para todos. Trabalhava muito, mas a magistratura não era um fardo. Pela escrita impecável foi correspondente do Jornal do Estado, no interior. 

Por ser amigo de muitos jornalistas, quando ainda estava cursando a faculdade de direito atuou no movimento que deu origem ao curso de jornalismo da Universidade Federal do Paraná e fez parte da primeira turma. 

Aposentou-se e por anos esteve à frente da Associação de Magistrados do Paraná (Amapar). Conciliador voluntário do Núcleo de Conciliação do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Ficou viúvo, mas depois conheceu Zeneide em um tabelionato. Estiveram juntos até os últimos dias. 

Era apreciador da música e da natureza. 
Publicou vários artigos e livros, o último deles contando sua trajetória de vida. 

Membro:
Academia de Cultura de Curitiba, 
Academia de Cultura do Paraná, com sede em Londrina
Centro de Letras do Paraná, 
Academia de Artes, 
Academia Sul Brasileira de Letras, 
Fundador e presidente da Academia Paranaense de Letras Maçônicas, no período de 1996 a 2006.
Academia de Letras do Brasil pelo Paraná 
entre outros.

Condecorações: 
Membro Honorário da Força Aérea Brasileira 
Medalha do “Mérito Santos Dumont” da FAB.

Alguns livros:
Direito, Cultura e Civismo
Minha trajetória de vida

Faleceu em 29 de abril de 2012, aos 79 anos, de insuficiência respiratória.