Cadeiras

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Cadeira n. 6 - Maria Lúcia Siqueira

Patrono da Cadeira n. 6 - Fernando Amaro

Lúcia Constantino, pseudônimo de Maria Lúcia Siqueira nasceu em Curitiba/PR. 

Professora e tradutora (inglês e espanhol).

Estudou na Georgia State University, em Atlanta e viveu quinze anos no Rio de Janeiro, onde se formou em teatro pela Escola de Teatro Martins Pena e em espanhol pelo Centro Cultural Brasil-Argentina.

Participou, quando morava no Rio, de várias antologias literárias.

Em 2004, lançou o livro “Asas ao anoitecer”, com incentivo da Fundação Cultural de Curitiba e da empresa Eletrolux, com prefácio da poeta, jornalista e tradutora Olga Savary (RJ).

A partir de 2005, passa a escrever sob o pseudônimo de Lúcia Constantino, sobrenome adotado de sua avó materna.

Tem trabalhos publicados na Revista da Literatura Brasileira (SP), antologias (RJ) e Revista AMORC (GLP).

Estudiosa da obra de Saint-Exupèry, foi Consultora de Pesquisa e redigiu a introdução do programa da peça “O Pequeno Príncipe”, detentora do Troféu Gralha Azul, de 1998.

Obteve prêmios em concursos realizados em organismo afiliados à Ordem Rosacruz (AMORC/RJ), Litteris Editora (RJ) e Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro/ Biblioteca Popular do Grajaú.

Na Internet participa da Antologia “Saciedade dos Poetas Vivos Digital”, volume 8, editado pela Editora Blocos. 

Possui poemas em sites e blogs diversos, como http://asasonoras.blogspot.com/, http://recantodasletras.uol.com.br/autores/luciaconstantino, http://www.blocosonline.com.br/.

A poetisa dedica-se à causa em prol dos animais, que são sua maior paixão na vida.

Fernando Amaro (1831 - 1857)

Patrono da cadeira n. 6

Fernando Amaro, filho de Antonio Dyonísio de Miranda e de Anna Rosa de Miranda, nasceu em Paranaguá, em 24 de junho de 1831 (data presumida). Ainda menor foi residir em Morretes.

Pouco se sabe dos seus estudos. Exerceu a função de guarda-livros (contador) e de secretário da Câmara de Morretes. Sua vida não foi das mais fáceis, porém o seu espírito de luta, buscava o saber pela leitura, e o fazia em todos os momentos que não estava trabalhando. Lia até nos bancos da praça ou debaixo das árvores das ruas.

Lia tudo o que aparecesse do seu interesse. Recortava, colava ou copiava, juntando tudo num caderno, principalmente textos com mensagens poéticas, assim como a própria poesia, pois o acesso aos livros dos grandes poetas da época, não era rotineiro.

Já dotado de talento poético e guiado pela pouca instrução e grande vontade de criar um nome todo seu, inspirou-se em versos de alguns poucos poetas e escritores prediletos que as suas condições lhe oportunizaram.

Em Morretes e em Paranaguá, Fernando Amaro declamava seus versos em tardes festivas, que ele próprio organizava. Lia poemas na praça da cidade onde muitos o aplaudiam.

Como as coisas eram difíceis, e os meios de comunicação poucos, o que podia, ele fazia para divulgar os seus trabalhos, inclusive em Paranaguá e em Curitiba, através de Jornais, Folhetins e Almanaques periódicos.

A 16 de novembro de 1857, faleceu aos 26 anos de idade de congestão cerebral. Os registros citam o funeral como um dia de grande tristeza e movimento marcado por muitas homenagens. 

Foi um dos acontecimentos que mais atraiu pessoas na cidade de Morretes. Entre seus bens, Fernando Amaro deixou apenas livros.

Mais tarde, em 1907, foi inaugurada a Praça que leva seu nome (Fernando Amaro) com coreto de madeira e uma lâmpada no meio, muito florida, sendo o principal ponto de encontro da sociedade paranaguara no início do século XX. A inauguração foi alusiva ao 50º aniversário do falecimento do poeta, na mais justa homenagem. Passados mais de 100 anos de sua inauguração, a Praça Fernando continua sendo o principal ponto de encontro da sociedade, imortalizando o nome do seu mais celebre poeta.

Fonte:
Christian Barbosa

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Cadeira n. 11 - Dinair Leite

Patrono da Cadeira n. 11 - Fernando Vasconcelos

Dinair Gomes de C. Leite é paulista de Sertãozinho.

Escritora, divide residência entre São Paulo/SP e Paranavaí/PR.

Autora da Antologia Poética DINAIR LEITE 11 ROSTOS, que inclui 11 de seus livros, lançada em Los Angeles (Califórnia-USA) e Paranavaí (PR) - 2014.

Coordenadora Mundial dos Continentes de Europa e Ásia pela União Hispanomundial de Escritores.

Presidente Fundadora no Brasil da Sociedade Internacional de Poetas e Escritores SIPEA (México)

Governadora do Paraná do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais- InBrasCI(RJ)

Artilheira da Cultura do Centro de Expressões Culturais Museu Conde de Linhares e do Centro de Literatura do Forte (RJ).

Delegada do Movimento Poético Nacional (SP) e UBT- Paranavaí.

Membro da Academia de Letras do Brasil - ALB/PR

Membro correspondente da Academia Paranaense da Poesia.

Membro fundador da ALAP (Academia de Letras e Artes de Paranavaí).

Dinair tem sua obra divulgada em saraus e confrarias em SP, PR e RJ (no Brasil) , Argentina, México e Estados Unidos, além de publicações na Revista Bali (RJ), jornal "A Voz da Poesia" (MPN-SP), revista virtual de Trovas Trovia, blogs Singrando Horizontes e Simultaneidades (PR), Trovamar (SC), jornal Diário do Noroeste, Revista Grande Noroeste e Revista Tradição (PR), além de antologias diversas:

I Mostra Literária M Conde de Linhares, Homenagem ao Papa Francisco (CLF do Forte Copacabana), edições de Poesia do Brasil (Proyecto Cultural- Sur- Brasil), Coletânea 2012 da Academia Paranaense da Poesia, 1ª Coletânea Literária de Paranavaí-2012, Antologia Comemorativa Congresso Universal de Poesia Hispanoamericana- CUPHI 2010, coletânea FEMUP, Antologia 2014 do CL do Forte de Copacabana.

Fernando Vasconcelos (1937 - 2010)

Patrono da Cadeira n. 11

Fernando Vasconcelos (Fernando Silvio Roque de Vasconcelos), jornalista e publicitário, nasceu em Diamantina/MG, a 2 de setembro de 1937, radicou-se em Ponta Grossa/PR, onde veio a falecer em 17 de abril de 2010.

Filho de Sandoval Roque dos Santos e Maria de Lurdes de Vasconcelos Roque (poética Tia Velha), foi casado com Jelena Ruta e sete filhos e três netos.

Recebeu várias honrarias do poder público e da iniciativa privada, entre os quais:

Título Cultural
Placa do Mérito Regional
Prêmio Rotary 98/área de Artes
Placa Homenagem por Incansável Jornada Literária (Sesc)
Título de Cidadão Ponta-Grossense (Lei 3.207 de 11/12/1979),
Mérito Leonístico Putanqui – Cultural,
Honra ao Mérito do Rotary Club 2009.
Pertenceu a dezenas de entidades culturais, inclusive em Portugal, sendo o vice-presidente da Academia de Letras dos Campos Gerais.
Comenda Causas Imortais, em homenagem meritória, por sua profícua existência acadêmica e literária, pela Academia de Letras do Brasil/Paraná.

Conta com 170 premiações literárias nacionais e internacionais.

São seus livros publicados:
– Pequena Consciência (1974)
– As Narrativas de Nhô Fela (1983)
– Nos Espaços D’Alma (1985)
– Êta Vida Besta, Sô! – (1990)
– Estou Nascendo Para a Trova (1994)
– Pô, Meu! (1995)
– A Danadinha da Crase ( 1997)
– Da Cacimba do Coração (1998)
– Fiapico (1998)
– Abaretama – a sedução do guerreiro (1999)
– Os Pombinhos do Deus Tupã (2003)
– Eu Conto (2004)
– Gotinhas de Orvalho (2005)
– Branduras (2007).

Cadeira n. 8 - Cristina Leite

Patrono da Cadeira n. 8: Sérgio Rubens Sossélla

Cristina Gomes de Camargo Leite, paulista de Campinas (SP).  Jornalista, contista, cronista, poeta e pecuarista.

Formada em piano clássico pelo Conservatório Alberto Nepomuceno de Paranavaí, iniciou seus estudos musicais aos seis anos através da avó paterna profa. Clarice Bentinha de Camargo Leite.

Frequentou cursos livres de música popular brasileira e artes plásticas por ocasião do internato no Colégio Santa Marcelina de Botucatu (SP), de onde guarda suas melhores recordações.

Imergiu na poesia, amor as letras e teatro por influência da escritora Dinair Leite, sua mãe.

Cursou fotografia pelo SENAC – São Paulo, tendo participado de diversas exposições com trabalhos em P&B, uma de suas grandes paixões.

Indicada ao ingresso na ALB/ Paraná por sua vice-presidente, Vânia Ennes, o que declina ser uma das maiores honras já recebidas em seu percurso literário.
Membro do Movimento Poético Nacional, sediado em São Paulo.
Associada da União Brasileira de Trovadores (UBT).
Membro correspondente da Academia Paranaense da Poesia.
Vice presidente fundadora da Academia de Letras e Artes de Paranavaí.
Ex Presidente da Associação Agentes da Paz (Agepaz – Paranavai).
Foi voluntaria do Conselho de Desenvolvimento de Paranavai (CODEP) na área de iniciativas culturais.
Coordenou o Forum de Literatura da Fundação Cultural de Paranavaí.
Artilheira da Cultura do Museu Conde de Linhares e do Centro de Literatura Forte de Copacabana (Rio de Janeiro-RJ).

Tem publicações em diversas coletâneas nacionais e internacionais, colaboradora de jornais e revistas, algumas obras premiadas nacionalmente e 4 livros no prelo: “Ela não era Maria Chuteira” e “ O frango” (contos), “ Água Santa” (poesias) , “Incandescência” (peça teatral).

Sérgio Rubens Sossélla (1942 - 2003)

Patrono da Cadeira n. 8

Magistrado, poeta e crítico literário, Sossélla nasceu em Curitiba no dia 27 de fevereiro de 1942. Graduado em Direito na Universidade Federal do Paraná, atuou como juiz em alguns municípios do Estado, vindo a aposentar-se, a pedido, em 1986. Após o desligamento das atividades jurídicas, dedicou-se única e exclusivamente à literatura.

Majoritariamente, seus versos são curtos. Passam pelo etéreo (“não me reconheço fora do sonho”),  refletem, em muitos deles,  a sua fixação por cinema  (“a sessão de cinema vai começar./ releio os créditos./ este filme não irá arrebentar”) e caminham, finalmente (mas não apenas) para o mórbido  (“gosto de conversar com os mortos/ (de preferência os suicidas)/ crianças loucos e vagabundos / nenhum deles arrasta grilhões”) . 

Ao lado do amigo e também escritor paranaense Paulo Leminski, com quem cursou direito na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sérgio Rubens se tornou nos anos 1960 um dos grandes nomes da poesia marginal que concisa e objetiva, influenciada por fontes alheias à poesia convencional, buscava inspiração até mesmo longe da literatura.

Na juventude, o cinema o impulsionou a trabalhar com arte, tanto que se tornou crítico literário em jornais de Curitiba e lançou a obra “9 Artigos de Crítica” em 1962. Quatro anos depois, publicou o primeiro livro de poemas. 

Foi em Paranavaí que em 1986, aposentado, iniciou o período mais produtivo da carreira literária ao se dedicar inteiramente a ela, antes a rotina dividida entre a profissão de juiz e o amor pela escrita, atividade da qual jamais se aposentou em mais de 40 anos de dedicação.

O poeta faleceu no dia 18 de novembro de 2003. Deixou um legado de aproximadamente 300 obras, muitas delas, inéditas.

No dia 15 de novembro de 2011, o 46º Festival de Música e Poesia de Paranavaí (Femup) contou com a apresentação da peça “O Espetáculo Interrompido”, baseada na poesia concreta do escritor e juiz Sérgio Rubens Sossélla, que viveu até os últimos dias de vida em Paranavaí.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Cadeira n. 9 - Isabel Sprenger Ribas

Cadeira n. 9 - Patronesse: Júlia da Costa
   

Nasceu em Paranaguá/PR, em 1933, filha de Adhemar Lisboa Sprenger e Dinoráh de Lima Sprenger.
    Graduou-se em filosofia pela Universidade Católica do Paraná.
    Como professora atuou em escolas da Capital e Região Metropolitana.
    Participou na Elaboração Filosófica do Currículo de 1º e 2º grau, Lei 5692, Julia Wanderley, em 1972;
    Prestou serviços, à disposição da Prefeitura Municipal de Curitiba, convidada, na área de Planejamento, no Departamento de Saúde e Bem-Estar Social, no Programa de Núcleos Comunitários, 1973/1974;
    Residiu em Brasília, onde Atuou no Ministério de Educação e Cultura, no Departamento de Apoio ao Estudante, sub-chefiando o setor de benefícios para Casas Estudantis, Entidades Filantrópicas e Restaurantes Universitários, período em que visitou Casas de Estudante, Restaurantes Universitários e Entidades Filantrópicas em vários lugares da União, em especial, os do nordeste do país, a partir de 1974.
    Técnica em Planejamento e Pesquisa, a partir de 1976, no Instituto de Planejamento e Pesquisa Aplicada-IPEA, onde se aposentou ao completar 32 anos de serviço.
    Assessora na Implantação do Programa Nacional de Centros Sociais Urbanos, na quase totalidade de Estados da União
    Organizadora do I Encontro Centro Sul, do PNCSU, Florianópolis, reunindo os Estados do Sul e seus municípios; II Encontro Regional Centro Sul do PNCSU, em Belo Horizonte, reunindo Estados do Centro Oeste e seus Municípios; III Encontro Regional Norte Nordeste do PNCSU, em Belém do Pará, reunindo Estados do Norte e Nordeste e seus Municípios;
    Assessora Técnica na Área Nacional de Saneamento Básico, 1984/1988.

Entidades Culturais a que pertence:

Academia Feminina de Letras do Paraná ; Academia de Cultura de Curitiba ; Centro de Letras do Paraná ; União Brasileira dos Trovadores/ Curitiba ; Centro Paranaense Feminino de Cultura ; Sócia Honorária do Centro de Letras de Paranaguá, Leôncio Correia.

Trabalhos voluntários:
 

    Redatora do Boletim Informativo do SI Curitiba Glória 1998/2002; Membro Conselheira do CEDI- Conselho Estadual da Política do Idoso/Governo do Estado do Paraná; Membro do Conselho da Mulher Executiva da Associação Comercial do Paraná (atual gestão); Presidente Soroptimista Internacional Curitiba Glória, 2006/2008;

Comendas:
 

- Título de Dama Comendadora pelo Instituto de Heráldica e Genealogia do Rio de Janeiro.
- Troféu Escalada Feminina, oferecido pela Fundação de Ação Social, Prefeitura de Curitiba e Condição Feminina.
-  Certificado de “ Relevante Atuação em Função dos Direitos da Mulher”, concedido pela Câmara Municipal de Curitiba, 2007.
- Certificado da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, Menção Honrosa em homenagem” ao Destaque de Ensinamento de Cultura Literária e seus Ideais em Consonância com a Comunidade Paranaense, nos Trabalhos prestados ao Centro Paranaense Feminino de Cultura, em 2013.

    Casada com João de Azevedo Barbosa Ribas Filho, militar.

Algumas Publicações:

Livros solo
...quase entre aspas, cheio de reticências... ;  ...um livro, seis mãos, três idades... ;  Mulheres de Coragem; O Poeta e Nuvem Menina; Inúmeros Opúsculos alusivos às datas, homenagens a pessoas, palestras proferidas, etc.

Antologias
Antologias Proyeto Sur Brasil. 2011. 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016; Antologia Jubileu de Ouro Centro Paranaense Feminino de Cultura; Artigos publicados na Revista do Centro de Letras do Paraná; Conexão II, outubro de 2016.

Júlia da Costa (1844 - 1911)

Patronesse da Cadeira n. 9

De todos os filhos ilustres de Paranaguá, Júlia da Costa assume entre as mulheres o posto principal. Ela é considerada a primeira poetisa paranaense. A história de Julia da Costa sempre ganhou destaque em livros e jornais, e até mesmo sendo motivo de debates entre literatos e historiadores. Isso porque Júlia da Costa foi uma mulher diferente para o seu tempo e viveu uma história triste de um amor que jamais aconteceu. Se não bastasse isso, a poetisa ainda teve que se casar contra sua vontade e deixar a cidade de Paranaguá que ela tanto amava. Para completar a sua triste história de vida, nem seu último desejo ela teve realizado, que era ser sepultada em sua terra natal: Paranaguá.
 
Júlia Maria da Costa nasceu no dia 1.° de julho de 1844. Filha de Alexandre José da Costa e Maria Machado da Costa casou-se com o comendador Costa Pereira, chefe do Partido Conservador. Viveu toda a vida em São Francisco do Sul/SC. Foi uma figura controvertida, forte, decidida e à frente de seu tempo. Com o auxílio do padre e escritor Joaquim Gomes de Oliveira Paiva, de Desterro, publicou dois livros: Flores dispersas – 1.ª série, e Flores dispersas – 2.ª série. Sob os pseudônimos de Sonhadora, Americana e J.C. (entre outros), escreveu, além de poesia, muitas crônicas-folhetins, que hoje chamaríamos de crônicas sociais, analisando a moda e relatando festas.
 
    A poesia de Júlia — publicada com o título de Flores Dispersas em 1867 e 1868 — foi escrita antes de seu casamento, em 1871. Júlia tinha cerca de vinte e poucos anos, e seu pessimismo, seu tormento metafísico, suas angústias românticas, já estão presentes nessas obras. Júlia da Costa casou, em 1871, por imposição familiar, com um homem rico e trinta anos mais velho que ela, mas amou o poeta Benjamin Carvoliva, cinco anos mais novo. Correspondia-se com ele quase que diariamente durante o namoro e, quando casada, em segredo. Em uma das cartas, que eram colocadas em esconderijos diversos, tais como o oco de uma velha árvore, Júlia sugere que fujam os dois, mas quem foge é Carvolina perante a ousadia da poetisa. Desiludida, Júlia passa a escrever, febrilmente, poemas cada vez mais tristes e melancólicos, começa a frequentar mais e mais serões e festas, pintar os cabelos de negro (em uma época em que somente meretrizes e artistas o faziam), pintar o rosto e usar muitas joias, participar de campanhas políticas e publicar em jornais e revistas, tornando-se uma lenda viva em sua pequena cidade.

SOLIDÃO E LOUCURA

A solidão se tornou cada vez maior depois da morte do Comendador, que a habituara a receber catarinenses ilustres em banquetes e saraus (num dos quais esteve presente o Visconde de Taunay). Viúva, cansada das festas, fecha-se em casa com mania de perseguição. Durante o tempo que permanece enclausurada, planeja escrever um romance e, para tanto, confecciona painéis coloridos com cenas campesinas, interiores de lar e paisagens inspiradoras que espalha pelas paredes. Nessa velhice solitária, Júlia da Costa enlouquece e permanece fechada no casarão por oito anos, dele só saindo para o cemitério em 2 de julho de 1911. Contrariando sua vontade, Júlia da Costa foi sepultada em Santa Catarina, e não em Paranaguá como desejava. Em outubro de 1924, finalmente seu desejo foi atendido e seus restos mortais foram transladados de Santa Catarina até Paranaguá, sendo enterrados na Praça Fernando Amaro, sob um obelisco de pedra. Após 85 anos, em 2009, o monumento sofreu a ação corrosiva do tempo e necessitou de reparos.Com isso vieram à tona os restos mortais da poetisa, que dali foram transferido para o Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá, sendo sepultado em jazigo próprio, finalmente, em sua última morada.

UMA HISTÓRIA DE AMOR

Há na vida de Júlia um fio condutor: uma história de amor ao gosto romântico. Ela construiu e viveu seu próprio mito. Sendo uma história de amor impossível, é a história de uma mulher e pelo menos dois homens, o Comendador e Carvoliva, sua grande paixão. Mas, sendo Júlia a personagem que era, sua história tem o poder de retratar um período da História do Brasil. Permite vermos, com a ascensão e queda do Comendador Francisco e de Júlia, não só a ascensão e queda do predomínio da ilha de São Francisco na economia da Província de Santa Catarina, como também a história da ascensão e queda da monarquia. O Comendador é uma espécie de D. Pedro II municipal, oponente de um Carvoliva republicano. As disputas em que estão envolvidos revelam, em microcosmo, o Brasil do momento.
 
A vida de Júlia é ao mesmo tempo um retrato de sua época e estabelece marcos divisores desta época. Ademais, anunciam uma nova era. Temos aí o fim do amor romântico, o fim da monarquia, o fim da escravidão. Há um mundo que se esgota. Chega ao fim um tipo de mulher e de homem, ocorre a falência de um tipo de casamento, a ruptura com um modo de fazer política e de governar. Chega ao fim a hegemonia do porto de São Francisco. Chega ao fim o reinado de D. Pedro II, por quem Júlia e o Comendador tinham admiração imensa. E começa a república com seus acertos e desacertos, retratados nas idas e vindas de Carvoliva, o ativista republicano.E Júlia, nesse turbilhão, anuncia uma nova mulher que só será possível no século seguinte. Foi uma mulher de espírito livre e indomável, que, no entanto, terminou vítima do grande sonho de um amor romântico e das armadilhas de sua época. Sonhava de forma precursora com a igualdade entre homens e mulheres, mas sucumbiu ao peso — e ao apelo — de um casamento tradicional. Sem realizar seus sonhos e vítima de seu pioneirismo, sua vida só poderia terminar em desgraça. Essa tragédia pessoal — que retrata a tragédia da mulher em geral no século XIX — é ao mesmo tempo a derrota e a grandeza da vida de Júlia.Em resumo, o fim de um romance, como o fim de um amor, é o fim do mundo, como todos nós estamos cansados de saber.

Fontes:
Christian Barbosa – “Júlia da Costa, 1a. Poetisa Paranaense” in http://christianbarbosa.blogspot.com.br/p/julia-da-costa-1-poetisaparanaense.htmlRoberto Gomes – “Quem foi Júlia?” in http://www.bpp.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=535

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Cadeira n. 20 - Lairton Trovão de Andrade

 Cadeira n.20 - Patrono: Elias Domingos

Lairton Trovão de Andrade nasceu no dia 28 de fevereiro de 1943, em Pinhalão, município interiorano do Norte Pioneiro do Paraná. Filho de Boanerges Trovão de Andrade e Ana Vizotto de Andrade, é poeta e trovador brasileiro, bacharel e licenciado em Filosofia Pura.

Dedicou sua vida ao ensino escolar, tendo lecionado Filosofia, Psicologia e História, além de outras disciplinas.

Tornou-se professor efetivo do Estado do Paraná, através de concurso público.

Editou nove livros – cinco de poesias, dois de trovas e dois de reflexões filosóficas, além da participação em diversas antologias literárias.

Possui mais de uma dezena de livros eletrônicos no Portal CEN – ‘Cá Estamos Nós’.

Concluiu o Curso de Música, tornando-se organista e compositor.

Escreveu a música e a letra do Hino Oficial de Pinhalão, a música e a letra do Hino da Padroeira de Pinhalão, a música e a letra do Hino Oficial do Portal CEN – ‘Cá Estamos Nós’, a música e a letra dos Noventa Anos da Diocese de Jacarezinho, a música e a letra do Jubileu de Ouro da Paróquia de Pinhalão, uma missa polifônica, em quatro vozes mistas, além de outras composições musicais.

É dirigente e organista do Coral Bento XVI da Igreja Matriz de Pinhalão.

Entidades a que pertence:

– União Brasileira de Trovadores – UBT – Delegado de Pinhalão/PR.
– Portal CEN – Cá Estamos Nós – Marinha Grande/ Portugal.
– Liga dos Amigos do Portal CEN – Marinha Grande/ Portugal.
– Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Lisboa/ Portugal
– Academia de Letra, Música e Artes de Salvador/BA
– Academia de Ciências, Letras e Artes de Vitória/ES                                     
– Academia de Letras de Goiás Velho – ALG/GO 
– Movimento – Poetas Del Mundo – Cônsul de Pinhalão/PR.
– Movimento de Poetas e Trovadores – Porto Alegre /RS.
– Grupo Mahavydia – Rio de Janeiro/ RJ.
– Grupo Trovabela – Porto Alegre/ RS.

 Seus livros virtuais podem ser baixados gratuitamente do Portal CEN em http://www.caestamosnos.org/autores/autores_l/lairtondeandrade_ebook.htm

Elias Domingos (1917 – 1997)

                                                                                                                     Patrono da cadeira n. 20
 
Elias Domingos, filho de Domingos Calixto e Maria Jorge, nasceu em 4 de novembro de 1917, na cidade de Arceburgo, Minas Gerais.

Embora não tenha nascido em Pinhalão, tornou-se pinhalonense por opção e amor à terra, onde viveu por mais de setenta anos.
Edificou brilhante conquista literária tornando-se, atraente romancista, poeta iluminado e trovador da mais alta envergadura.

A criatividade talentosa, o estilo sóbrio e a impecável correção gramatical fazem com que o escritor Elias Domingos mereça lugar honroso nas históricas páginas da literatura paranaense e nacional.

Suas numerosas trovas tinham o intuito de transmitir ideias edificantes, caracterizando-se, sobretudo, pela natureza educativa, com o intuito de enriquecer a alma do leitor de qualquer idade cultural.

Era membro de diversas academias nacionais e internacionais:

– Centro de Letras do Paraná;
– Centro Cultural “Euclides da Cunha” (Ponta Grossa)
– Academia de Letras José de Alencar;
– Instituto de Cultura Americana (Argentina), como membro de honra
– Grupo Americanista de Intelectuales y Artistas (Uruguai)
– Instituto de Cultura Americana – Seção Brasileira (Membro de Honra)
– Sociedade Geográfica Brasileira, de São Paulo (Medalha Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon)
– Instituto de Poesia Internacional (Porto Alegre/ RS)                                                            

Faleceu em 18 de novembro de 1997, após completar oitenta anos de idade.

Fonte:
ANDRADE, Lairton Trovão de Andrade. Trovas de Elias Domingos. Portal CEN, 2007.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Cadeira n. 10 - Isabel Florinda Furini

Patrono da Cadeira n. 10 - Marciano Lopes e Silva

Isabel Florinda Furini nasceu em Buenos Aires/Argentina, em 1949. Graduou-se em filosofia em 1972. Morou na Colômbia de 1975 a 1980, quando foi para São Paulo/SP para depois se radicar em Curitiba/PR

Isabel é escritora, poeta, palestrante  e educadora. Coeditora da Revista Carlos Zemek de Arte e Cultura; colunista do jornal digital Paraná Imprensa, mantém o blog Falando de Literatura no Bondenews. Foi colunista do jornal Gazeta do Povo de Curitiba e da revista virtual ZK 2 0 da Espanha. 

Em 1992, recebeu Votos de Louvor da Câmara Municipal de Curitiba, pelo lançamento de seu livro Vença a Timidez.

Foi nomeada Embaixadora da palavra pela Fundação Cesar Egido Serrano (Espanha), em 2015;
Embaixadora da Rima Jatobé, Espanha, em 2015;
recebeu Comenda Ordem de Figueiró e foi nomeada Embaixadora Internacional e Imortal da Poesia  pela Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura do Brasil, em 2015.

Orientou as Oficinas: 

Como Escrever um Livro, no Solar do Rosário, em Curitiba, desde 1999 até 2015. 
Oficina Produção de Livro Infantil em várias regionais da Fundação Cultural de Curitiba em 2004, e em 2005 orientou uma oficina no 2º Encontro Interestadual  Pós-Bagozzi, em Curitiba.

Ministrou palestras na Biblioteca Pública do PR e no SESC da Esquina, nos anos 90, e Em 2006,   no 1º Salão Nacional de Poesia de Campo Largo, PR, em 2008, no Centro Filosófico Delfos, em 2010, palestra Como Escrever na Livraria FNC de Curitiba  e de 2010 a 2014 nas Livrarias Curitiba do Shopping Estação. Também ministrou palestras na Feira do Livro de Foz de Iguaçu, em 2013, e na Bienal do Livro e Leitura de Campo Mourão/PR, em 2015.

Seus poemas foram publicados na Revista virtual Zunái, do poeta Claudio Daniel,  revista A Cadeira, da Academia Niteroiense de Letras, na revista digital Mallarmargens, no Recanto das Letras, revista Biografia, na revista Palavra Comum, da Galícia, Espanha,  e em outos sites.

ALGUNS PRÊMIOS

- 1º Lugar no Prêmio Internacional de Escritores/Poetas, em Coimbra/Portugal, 2015; Concurso de Poesia da Academia de Campolarguense de Poesia, PR, 2013; Concurso de Poesia da Academia de Letra Itapemense, SC, 2010; 8° Concurso Internacional Missões de Poesia - Roque Gonzáles/RS–  2005; Concurso Estadual de Poesia de São José dos Pinhais/ PR.2002.
- 2º Lugar no Concurso da revista Katharsis, Espanha, 2009; Concurso de la Academia de Letras e Artes de Puente Nueva (ALAPON), Minas Gerais, 2012.
- 3º Lugar no Concurso de Poesia da Universidade Federal Fluminense, RJ, 2011.
- Menções honrosas em 1º Concurso Internacional Prisma Poético; Concurso de Contos de Niterói/RJ, em 2008; Concurso Estadual de Contos “Paulo Leminski” da Unioeste/PR, em 2002 e 2007; II Varal de Poesia da UNIFAMMA Maringá/PR. 2007; Concurso de Poemas Mário Quintana – Friburgo/RJ. 2006; Concurso de Contos de Porto Seguro; Concurso da Universidade Federal Fluminense-UFF, Niterói (RJ) 2010; Concurso de Poesia Prêmio Moutonnnée de Poesia, Salto (SP) 2010
- Poema selecionado para livro no Concurso Poemas no Ônibus e no Trem, de Porto Alegre, RS, 2009;
- Seleção de um conto para o livro do Concurso da Biblioteca de Piracicaba 2010.

TRABALHOS POÉTICOS:

    Apaixonada pela arte poética promove anualmente o concurso “Poetizar o Mundo”.  Em novembro de 2009, participou da Exposição Um olhar poético sobre expressões artísticas, no Centro Cultural Ítalo Brasileiro Dante Alighieri; em 2012 e 2013,  participou de exposições de Arte e Poesia no Instituto Cervantes de Curitiba.
    Um poema de sua autoria foi escolhido para o Projeto Leitura no Metro de Belo Horizonte (MG) Programa A tela e o Texto da UFMG, 2008.

LIVROS PUBLICADOS – entre outros –

Mensagens das Flores. São Paulo: Editora Gente, 2000; Ele e outros contos. Rio de Janeiro: CBJE, 2008; O Livro do Escritor. Curitiba: Instituto Memória, 2009; Oratória Forense, Curitiba: Instituto Memória, 2010; Eu quero ser escritor – a crônica, Curitiba: Instituto Memória, 2011; Os Corvos de Van Gogh (Poesia), editora Instituto Memória, 2013.

LIVROS PARA O PÚBLICO INFANTIL

Prego Nélio. Curitiba: Editora Araucária Cultural, 1988; Joana, a Coruja Filósofa. Florianópolis: Editora Sophos, 2005; Coleção Corujinha e os Filósofos . Curitiba:  Editora Bolsa Nacional do Livro, 2006/ 2º ed. 2011, O grande poeta, São Paulo: Matrix Editora, 2012.

Marciano Lopes e Silva (1965 - 2013)

Patrono da Cadeira n. 10

Marciano Lopes e Silva nasceu em Porto Alegre/RS, em 13 de janeiro de 1965 e faleceu em Sarandi/PR, em 17 de outubro de 2013, de broncopneumonia, sendo enterrado em Maringá, onde se radicou.

Graduado em Oceanografia e Letras pela Fundação Universidade de Rio Grande (FURG, 1986, 1990), foi mestre e doutor em Letras (UFRGS/1994, Unesp/2005).

Foi professor da Universidade Estadual de Londrina (1995 a 1997) e, desde 1997, lecionava na Universidade Estadual de Maringá.

Suas linhas de pesquisa eram: Estudos sobre Relações Raciais; História e Cultura Afro-brasileiras; Literatura: teorias críticas e história

Como poeta, publicou dois livros, sendo que o segundo, intitulado "A contrapelo", foi premiado pela Lei de Incentivo à Cultura em Maringá e é acompanhado por um CD que reúne dez compositores que residiam na cidade.

Marciano era conhecido por projetos e eventos culturais como “No meio do caminho” e “Sarau Outras Palavras” e estava na organização de um evento nacional na UEM, a V Jornada Inteartes Outras Palavras em conjunto ao Congresso Nacional de Educação Ambiental Literatura e Ecocrítica.

Em parceria com Fábio Freitas (Sansão), foi um dos fundadores do Movimento Artístico-Cultural "No Meio do Caminho" e um dos editores da extinta revista eletrônica "No Meio do Caminho" juntamente com Caetano Medeiros e Fábio Freitas.

O Projeto Outras Palavras (POP) surgiu como um projeto de extensão do Departamento de Letras da Universidade Estadual de Maringá (UEM) idealizado e coordenado pelo professor Dr. Marciano Lopes e Silva desde abril de 2006. Com a divisão do departamento ocorrida no primeiro semestre de 2013,  passou a ser lotado no Departamento de Teorias Literárias e Linguísticas, que tem a colaboração da Rádio UEM-FM 106,9.

Objetivos:
a) incentivar e divulgar a produção artística brasileira, especialmente de Maringá e região;
b)  proporcionar à comunidade um contato prazeroso, crítico e criativo com a arte,
c) produzir material pedagógico para o ensino de letras e artes;
d) proporcionar aos estudantes que dele participam adquirir experiência de pesquisa, locução radiofônica e organização de eventos.

Em sua organização, o  POP (Programa Outras Palavras) apresenta  as seguintes formas de interação com a comunidade:

1) Programa  Outras Palavras – programa radiofônico apresentado diariamente na Rádio UEM-FM 106,9, sem horário fixo;
2) Sarau Outras Palavras - evento anual que reúne música, poesia e performances dramáticas;
3) Dois sítios no Orkut:  Marciano Lopes - Projeto Outras Palavras e Marciano Lopes - Projeto Outras Palavras - 2 (inativos, porém disponíveis para visitação) ;
4) Revista Outras Palavras – um blog que é utilizado como revista de arte e educação;
5) Jornada Interartes Outras Palavras (JIOP) - evento de extensão realizado na UEM, com periodicidade anual;
6) Revista JIOP  – revista anual de literatura, arte e educação em mídia digital - lançada durante a 2ª JIOP, dia 7 de outubro de 2010.

Marciano tinha um blog (http://www.marcianolopes.blogspot.com).  

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Cadeira n. 25 - Alberto Paco

Patrono da Cadeira n. 25 - Galdino Andrade

Agostinho Alberto Paco nasceu em Vilarinho dos Galegos, distrito de Morgadouro, na Província de Trás-os-Montes, em Portugal, no dia 26 de janeiro de 1936. 

Começou a tomar gosto pela escrita na na aldeia de Lagoaça, entre os onze e doze anos, antes de ir para a cidade de Porto, onde se formou em Contabilidade. Com vinte e dois anos chegou no Brasil para ficar residindo em caráter permanente. Fixou residência em São Paulo, capital, no ano de 1958 onde entrou a serviço de grande empresa multinacional no setor de contabilidade. Lá publicavam um jornal mensal com a tiragem de trinta mil unidades distribuídas pelos funcionários das diversas filiais espalhadas pelo Brasil. Um dos editores, vendo que gostava de leitura porque nas horas vagas estava sempre com algum livro em mãos, convidou-o a participar do jornal com algum artigo. Escreveu uma poesia que foi publicada e daí por diante, durante os dois anos que permaneceu na empresa sempre era publicado algum trabalho de sua autoria.

Permaneceu até o ano de 1995 quando se transferiu para a cidade de Maringá/PR. 

Entre 1958 e 1959 escreveu seu primeiro romance, que só em novembro de 2001 foi lançado, intitulado “O HOMEM DO RIO”. Por conta do lançamento desse livro, foi convidado a ingressar na Academia de Letras de Maringá que então estava com cinco anos de existência. Em 07 de setembro de 2002, assumiu a cadeira de número 23. 

Desde a posse escreveu mais oito livros sendo um de contos, um de poesias e seis romances. Além de membro da ALM onde ocupa o cargo de Tesoureiro é Presidente da UBT (União Brasileira de Trovadores)/ Seção Maringá e Vice-Presidente Estadual da UBT, membro do Elos Clube Maringá.

Recebeu diversos prêmios em Concursos de Trovas promovidos pela União Brasileira dos Trovadores, tanto em lírico/filosóficas como humorísticas.

No livro de contos “Focos de Fogo”, Alberto Paco conseguiu reunir diversas histórias de lugares, famílias e épocas diferentes, mas que por algum motivo envolvem esse elemento tão indispensável na vida dos seres humanos e com tantos significados e utilidades: o fogo. Os leitores de “Focos de fogo” irão vivenciar momentos de alegria, medo, coragem, aflição, amor e muitos outros sentimentos que constam em cada um de seus contos.

Suas histórias são fictícias. Entretanto pesquisa com muito cuidado os lugares a que se refere para evitar que algum leitor que porventura conheça esses lugares o conteste. As pesquisas são feitas geralmente na internet ou em enciclopédias em que as informações são mais antigas.

Outras obras do autor:

O Homem do rio (romance); No coração do vulcão (romance e aventura); Caminhos (poesias); Presídio feminino (romance policial); Conjugando o verbo trair (romance); As amantes de Carolino (romance); Mãe Solteira (romance)

Galdino Andrade (1931 - 2002)

Patrono da Cadeira n. 25


Galdino Andrade nasceu no dia 29 de dezembro de 1931, na cidade de  Visconde do Rio Branco, Minas Gerais, filho do médico Vicente Andrade e da professora Luzia Lisboa Braga Andrade.

Fez as primeiras séries do curso primário no Grupo Escolar Dr. Carlos Soares, de Visconde do Rio Branco, e em seguida mudou-se com seus pais para a cidade de Rolândia – PR, no norte do Paraná, em 1940. Fez todo o curso secundário no Colégio Paranaense-Internato,  na capital paranaense, onde ingressou em 1943, e em 1950 ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, onde se formou em 1954, sendo um dos oradores da turma.

A seguir, radicou-se na cidade de Maringá, onde instalou seu escritório de advocacia, em abril de 1955. Desde essa época, exerceu ininterruptamente a advocacia e o magistério. Foi professor, por mais de trinta anos, de Português e Literatura de Língua Portuguesa, no Colégio Estadual Gastão Vidigal. Também lecionou na Universidade Estadual de Maringá, dando aulas de Direito Civil.

Escritor, dedicou-se à literatura desde o Curso Secundário, no Colégio Paranaense-Internato, onde colaborou na redação do jornal mural, denominado “O Anchieta”, participando também das sessões literárias da Academia Anchieta, grêmio literário dos estudantes do colégio.

Ao seu primeiro livro de poemas, publicado em 1968, intitulado “Eu te Amo, Maringá!”, seguiram-se mais seis de poesia, contos e novelas: “Efêmero” (poemas), “Caminho Enluarado” (trovas), “Poeira Vermelha” (contos), “Rio do Tempo” (poemas), “Sementes da Esperança” (poemas), “Flores para Dalva” (novela), “Memórias de uma Mulher” (novela) e “Vila Paraíso” (romance). Deixou, ainda, duas obras inéditas: “Sonhos Mortos” (contos) e “Sem medo de Amar” (romance).

Foi membro atuante da União Brasileira de Escritores, seção de São Paulo, e da União dos Escritores de Maringá,  e também da Sociedade de Cultura Latina do Paraná, do Clube dos Trovadores de Maringá e da União Brasileira de Trovadores (UBT), seção de Maringá, onde sempre participou da Diretoria.

Presidiu a União dos Escritores de Maringá (UEMA) durante os anos de 1996 e 1997, até a fundação da Academia de Letras de Maringá, da qual foi membro fundador e também seu primeiro presidente.

Foi sócio-correspondente de inúmeras academias e entidades literárias, situadas no Brasil e no exterior, com cujos escritores se correspondia assiduamente, numa incessante troca de livros e opiniões acerca de movimentos e tendências literárias da atualidade, no Brasil e no mundo.

Detentor de inúmeras láureas literárias, recebeu honroso convite da Embaixada Americana, no Rio de Janeiro, para ter seus livros integrando a Biblioteca do Congresso, em Washington, D.C.

Participou de várias coletâneas e foi vencedor de dezenas de concursos literários por todo o Brasil, inclusive com haicais.

Jornalista, colaborou na redação da “Tribuna de Maringá”, nos primórdios de Maringá, figurando depois como colaborador de “O Jornal de Maringá”, onde escrevia críticas literárias.

Foi, também, um dos fundadores da Associação dos Professores do Paraná e recebeu o título de Mérito Comunitário de Maringá.

Foi casado, desde 30 de janeiro de 1960,  com a professora Dylma Althair Castaldo Andrade, licenciada em História e Estudos Sociais pela Universidade Estadual de Maringá.

Galdino Andrade faleceu em sua sempre amada Maringá, no dia 12 de agosto de 2002.


Fonte: Academia de Letras de Maringá