Cadeiras

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Cadeira n. 11 - Dinair Leite

Patrono da Cadeira n. 11 - Fernando Vasconcelos

Dinair Gomes de C. Leite é paulista de Sertãozinho.

Escritora, divide residência entre São Paulo/SP e Paranavaí/PR.

Autora da Antologia Poética DINAIR LEITE 11 ROSTOS, que inclui 11 de seus livros, lançada em Los Angeles (Califórnia-USA) e Paranavaí (PR) - 2014.

Coordenadora Mundial dos Continentes de Europa e Ásia pela União Hispanomundial de Escritores.

Presidente Fundadora no Brasil da Sociedade Internacional de Poetas e Escritores SIPEA (México)

Governadora do Paraná do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais- InBrasCI(RJ)

Artilheira da Cultura do Centro de Expressões Culturais Museu Conde de Linhares e do Centro de Literatura do Forte (RJ).

Delegada do Movimento Poético Nacional (SP) e UBT- Paranavaí.

Membro da Academia de Letras do Brasil - ALB/PR

Membro correspondente da Academia Paranaense da Poesia.

Membro fundador da ALAP (Academia de Letras e Artes de Paranavaí).

Dinair tem sua obra divulgada em saraus e confrarias em SP, PR e RJ (no Brasil) , Argentina, México e Estados Unidos, além de publicações na Revista Bali (RJ), jornal "A Voz da Poesia" (MPN-SP), revista virtual de Trovas Trovia, blogs Singrando Horizontes e Simultaneidades (PR), Trovamar (SC), jornal Diário do Noroeste, Revista Grande Noroeste e Revista Tradição (PR), além de antologias diversas:

I Mostra Literária M Conde de Linhares, Homenagem ao Papa Francisco (CLF do Forte Copacabana), edições de Poesia do Brasil (Proyecto Cultural- Sur- Brasil), Coletânea 2012 da Academia Paranaense da Poesia, 1ª Coletânea Literária de Paranavaí-2012, Antologia Comemorativa Congresso Universal de Poesia Hispanoamericana- CUPHI 2010, coletânea FEMUP, Antologia 2014 do CL do Forte de Copacabana.

Fernando Vasconcelos (1937 - 2010)

Patrono da Cadeira n. 11

Fernando Vasconcelos (Fernando Silvio Roque de Vasconcelos), jornalista e publicitário, nasceu em Diamantina/MG, a 2 de setembro de 1937, radicou-se em Ponta Grossa/PR, onde veio a falecer em 17 de abril de 2010.

Filho de Sandoval Roque dos Santos e Maria de Lurdes de Vasconcelos Roque (poética Tia Velha), foi casado com Jelena Ruta e sete filhos e três netos.

Recebeu várias honrarias do poder público e da iniciativa privada, entre os quais:

Título Cultural
Placa do Mérito Regional
Prêmio Rotary 98/área de Artes
Placa Homenagem por Incansável Jornada Literária (Sesc)
Título de Cidadão Ponta-Grossense (Lei 3.207 de 11/12/1979),
Mérito Leonístico Putanqui – Cultural,
Honra ao Mérito do Rotary Club 2009.
Pertenceu a dezenas de entidades culturais, inclusive em Portugal, sendo o vice-presidente da Academia de Letras dos Campos Gerais.
Comenda Causas Imortais, em homenagem meritória, por sua profícua existência acadêmica e literária, pela Academia de Letras do Brasil/Paraná.

Conta com 170 premiações literárias nacionais e internacionais.

São seus livros publicados:
– Pequena Consciência (1974)
– As Narrativas de Nhô Fela (1983)
– Nos Espaços D’Alma (1985)
– Êta Vida Besta, Sô! – (1990)
– Estou Nascendo Para a Trova (1994)
– Pô, Meu! (1995)
– A Danadinha da Crase ( 1997)
– Da Cacimba do Coração (1998)
– Fiapico (1998)
– Abaretama – a sedução do guerreiro (1999)
– Os Pombinhos do Deus Tupã (2003)
– Eu Conto (2004)
– Gotinhas de Orvalho (2005)
– Branduras (2007).

Cadeira n. 8 - Cristina Leite

Patrono da Cadeira n. 8: Sérgio Rubens Sossélla

Cristina Gomes de Camargo Leite, paulista de Campinas (SP).  Jornalista, contista, cronista, poeta e pecuarista.

Formada em piano clássico pelo Conservatório Alberto Nepomuceno de Paranavaí, iniciou seus estudos musicais aos seis anos através da avó paterna profa. Clarice Bentinha de Camargo Leite.

Frequentou cursos livres de música popular brasileira e artes plásticas por ocasião do internato no Colégio Santa Marcelina de Botucatu (SP), de onde guarda suas melhores recordações.

Imergiu na poesia, amor as letras e teatro por influência da escritora Dinair Leite, sua mãe.

Cursou fotografia pelo SENAC – São Paulo, tendo participado de diversas exposições com trabalhos em P&B, uma de suas grandes paixões.

Indicada ao ingresso na ALB/ Paraná por sua vice-presidente, Vânia Ennes, o que declina ser uma das maiores honras já recebidas em seu percurso literário.
Membro do Movimento Poético Nacional, sediado em São Paulo.
Associada da União Brasileira de Trovadores (UBT).
Membro correspondente da Academia Paranaense da Poesia.
Vice presidente fundadora da Academia de Letras e Artes de Paranavaí.
Ex Presidente da Associação Agentes da Paz (Agepaz – Paranavai).
Foi voluntaria do Conselho de Desenvolvimento de Paranavai (CODEP) na área de iniciativas culturais.
Coordenou o Forum de Literatura da Fundação Cultural de Paranavaí.
Artilheira da Cultura do Museu Conde de Linhares e do Centro de Literatura Forte de Copacabana (Rio de Janeiro-RJ).

Tem publicações em diversas coletâneas nacionais e internacionais, colaboradora de jornais e revistas, algumas obras premiadas nacionalmente e 4 livros no prelo: “Ela não era Maria Chuteira” e “ O frango” (contos), “ Água Santa” (poesias) , “Incandescência” (peça teatral).

Sérgio Rubens Sossélla (1942 - 2003)

Patrono da Cadeira n. 8

Magistrado, poeta e crítico literário, Sossélla nasceu em Curitiba no dia 27 de fevereiro de 1942. Graduado em Direito na Universidade Federal do Paraná, atuou como juiz em alguns municípios do Estado, vindo a aposentar-se, a pedido, em 1986. Após o desligamento das atividades jurídicas, dedicou-se única e exclusivamente à literatura.

Majoritariamente, seus versos são curtos. Passam pelo etéreo (“não me reconheço fora do sonho”),  refletem, em muitos deles,  a sua fixação por cinema  (“a sessão de cinema vai começar./ releio os créditos./ este filme não irá arrebentar”) e caminham, finalmente (mas não apenas) para o mórbido  (“gosto de conversar com os mortos/ (de preferência os suicidas)/ crianças loucos e vagabundos / nenhum deles arrasta grilhões”) . 

Ao lado do amigo e também escritor paranaense Paulo Leminski, com quem cursou direito na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sérgio Rubens se tornou nos anos 1960 um dos grandes nomes da poesia marginal que concisa e objetiva, influenciada por fontes alheias à poesia convencional, buscava inspiração até mesmo longe da literatura.

Na juventude, o cinema o impulsionou a trabalhar com arte, tanto que se tornou crítico literário em jornais de Curitiba e lançou a obra “9 Artigos de Crítica” em 1962. Quatro anos depois, publicou o primeiro livro de poemas. 

Foi em Paranavaí que em 1986, aposentado, iniciou o período mais produtivo da carreira literária ao se dedicar inteiramente a ela, antes a rotina dividida entre a profissão de juiz e o amor pela escrita, atividade da qual jamais se aposentou em mais de 40 anos de dedicação.

O poeta faleceu no dia 18 de novembro de 2003. Deixou um legado de aproximadamente 300 obras, muitas delas, inéditas.

No dia 15 de novembro de 2011, o 46º Festival de Música e Poesia de Paranavaí (Femup) contou com a apresentação da peça “O Espetáculo Interrompido”, baseada na poesia concreta do escritor e juiz Sérgio Rubens Sossélla, que viveu até os últimos dias de vida em Paranavaí.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Cadeira n. 9 - Isabel Sprenger Ribas

Cadeira n. 9 - Patronesse: Júlia da Costa
   

Nasceu em Paranaguá/PR, em 1933, filha de Adhemar Lisboa Sprenger e Dinoráh de Lima Sprenger.
    Graduou-se em filosofia pela Universidade Católica do Paraná.
    Como professora atuou em escolas da Capital e Região Metropolitana.
    Participou na Elaboração Filosófica do Currículo de 1º e 2º grau, Lei 5692, Julia Wanderley, em 1972;
    Prestou serviços, à disposição da Prefeitura Municipal de Curitiba, convidada, na área de Planejamento, no Departamento de Saúde e Bem-Estar Social, no Programa de Núcleos Comunitários, 1973/1974;
    Residiu em Brasília, onde Atuou no Ministério de Educação e Cultura, no Departamento de Apoio ao Estudante, sub-chefiando o setor de benefícios para Casas Estudantis, Entidades Filantrópicas e Restaurantes Universitários, período em que visitou Casas de Estudante, Restaurantes Universitários e Entidades Filantrópicas em vários lugares da União, em especial, os do nordeste do país, a partir de 1974.
    Técnica em Planejamento e Pesquisa, a partir de 1976, no Instituto de Planejamento e Pesquisa Aplicada-IPEA, onde se aposentou ao completar 32 anos de serviço.
    Assessora na Implantação do Programa Nacional de Centros Sociais Urbanos, na quase totalidade de Estados da União
    Organizadora do I Encontro Centro Sul, do PNCSU, Florianópolis, reunindo os Estados do Sul e seus municípios; II Encontro Regional Centro Sul do PNCSU, em Belo Horizonte, reunindo Estados do Centro Oeste e seus Municípios; III Encontro Regional Norte Nordeste do PNCSU, em Belém do Pará, reunindo Estados do Norte e Nordeste e seus Municípios;
    Assessora Técnica na Área Nacional de Saneamento Básico, 1984/1988.

Entidades Culturais a que pertence:

Academia Feminina de Letras do Paraná ; Academia de Cultura de Curitiba ; Centro de Letras do Paraná ; União Brasileira dos Trovadores/ Curitiba ; Centro Paranaense Feminino de Cultura ; Sócia Honorária do Centro de Letras de Paranaguá, Leôncio Correia.

Trabalhos voluntários:
 

    Redatora do Boletim Informativo do SI Curitiba Glória 1998/2002; Membro Conselheira do CEDI- Conselho Estadual da Política do Idoso/Governo do Estado do Paraná; Membro do Conselho da Mulher Executiva da Associação Comercial do Paraná (atual gestão); Presidente Soroptimista Internacional Curitiba Glória, 2006/2008;

Comendas:
 

- Título de Dama Comendadora pelo Instituto de Heráldica e Genealogia do Rio de Janeiro.
- Troféu Escalada Feminina, oferecido pela Fundação de Ação Social, Prefeitura de Curitiba e Condição Feminina.
-  Certificado de “ Relevante Atuação em Função dos Direitos da Mulher”, concedido pela Câmara Municipal de Curitiba, 2007.
- Certificado da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, Menção Honrosa em homenagem” ao Destaque de Ensinamento de Cultura Literária e seus Ideais em Consonância com a Comunidade Paranaense, nos Trabalhos prestados ao Centro Paranaense Feminino de Cultura, em 2013.

    Casada com João de Azevedo Barbosa Ribas Filho, militar.

Algumas Publicações:

Livros solo
...quase entre aspas, cheio de reticências... ;  ...um livro, seis mãos, três idades... ;  Mulheres de Coragem; O Poeta e Nuvem Menina; Inúmeros Opúsculos alusivos às datas, homenagens a pessoas, palestras proferidas, etc.

Antologias
Antologias Proyeto Sur Brasil. 2011. 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016; Antologia Jubileu de Ouro Centro Paranaense Feminino de Cultura; Artigos publicados na Revista do Centro de Letras do Paraná; Conexão II, outubro de 2016.

Júlia da Costa (1844 - 1911)

Patronesse da Cadeira n. 9

De todos os filhos ilustres de Paranaguá, Júlia da Costa assume entre as mulheres o posto principal. Ela é considerada a primeira poetisa paranaense. A história de Julia da Costa sempre ganhou destaque em livros e jornais, e até mesmo sendo motivo de debates entre literatos e historiadores. Isso porque Júlia da Costa foi uma mulher diferente para o seu tempo e viveu uma história triste de um amor que jamais aconteceu. Se não bastasse isso, a poetisa ainda teve que se casar contra sua vontade e deixar a cidade de Paranaguá que ela tanto amava. Para completar a sua triste história de vida, nem seu último desejo ela teve realizado, que era ser sepultada em sua terra natal: Paranaguá.
 
Júlia Maria da Costa nasceu no dia 1.° de julho de 1844. Filha de Alexandre José da Costa e Maria Machado da Costa casou-se com o comendador Costa Pereira, chefe do Partido Conservador. Viveu toda a vida em São Francisco do Sul/SC. Foi uma figura controvertida, forte, decidida e à frente de seu tempo. Com o auxílio do padre e escritor Joaquim Gomes de Oliveira Paiva, de Desterro, publicou dois livros: Flores dispersas – 1.ª série, e Flores dispersas – 2.ª série. Sob os pseudônimos de Sonhadora, Americana e J.C. (entre outros), escreveu, além de poesia, muitas crônicas-folhetins, que hoje chamaríamos de crônicas sociais, analisando a moda e relatando festas.
 
    A poesia de Júlia — publicada com o título de Flores Dispersas em 1867 e 1868 — foi escrita antes de seu casamento, em 1871. Júlia tinha cerca de vinte e poucos anos, e seu pessimismo, seu tormento metafísico, suas angústias românticas, já estão presentes nessas obras. Júlia da Costa casou, em 1871, por imposição familiar, com um homem rico e trinta anos mais velho que ela, mas amou o poeta Benjamin Carvoliva, cinco anos mais novo. Correspondia-se com ele quase que diariamente durante o namoro e, quando casada, em segredo. Em uma das cartas, que eram colocadas em esconderijos diversos, tais como o oco de uma velha árvore, Júlia sugere que fujam os dois, mas quem foge é Carvolina perante a ousadia da poetisa. Desiludida, Júlia passa a escrever, febrilmente, poemas cada vez mais tristes e melancólicos, começa a frequentar mais e mais serões e festas, pintar os cabelos de negro (em uma época em que somente meretrizes e artistas o faziam), pintar o rosto e usar muitas joias, participar de campanhas políticas e publicar em jornais e revistas, tornando-se uma lenda viva em sua pequena cidade.

SOLIDÃO E LOUCURA

A solidão se tornou cada vez maior depois da morte do Comendador, que a habituara a receber catarinenses ilustres em banquetes e saraus (num dos quais esteve presente o Visconde de Taunay). Viúva, cansada das festas, fecha-se em casa com mania de perseguição. Durante o tempo que permanece enclausurada, planeja escrever um romance e, para tanto, confecciona painéis coloridos com cenas campesinas, interiores de lar e paisagens inspiradoras que espalha pelas paredes. Nessa velhice solitária, Júlia da Costa enlouquece e permanece fechada no casarão por oito anos, dele só saindo para o cemitério em 2 de julho de 1911. Contrariando sua vontade, Júlia da Costa foi sepultada em Santa Catarina, e não em Paranaguá como desejava. Em outubro de 1924, finalmente seu desejo foi atendido e seus restos mortais foram transladados de Santa Catarina até Paranaguá, sendo enterrados na Praça Fernando Amaro, sob um obelisco de pedra. Após 85 anos, em 2009, o monumento sofreu a ação corrosiva do tempo e necessitou de reparos.Com isso vieram à tona os restos mortais da poetisa, que dali foram transferido para o Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá, sendo sepultado em jazigo próprio, finalmente, em sua última morada.

UMA HISTÓRIA DE AMOR

Há na vida de Júlia um fio condutor: uma história de amor ao gosto romântico. Ela construiu e viveu seu próprio mito. Sendo uma história de amor impossível, é a história de uma mulher e pelo menos dois homens, o Comendador e Carvoliva, sua grande paixão. Mas, sendo Júlia a personagem que era, sua história tem o poder de retratar um período da História do Brasil. Permite vermos, com a ascensão e queda do Comendador Francisco e de Júlia, não só a ascensão e queda do predomínio da ilha de São Francisco na economia da Província de Santa Catarina, como também a história da ascensão e queda da monarquia. O Comendador é uma espécie de D. Pedro II municipal, oponente de um Carvoliva republicano. As disputas em que estão envolvidos revelam, em microcosmo, o Brasil do momento.
 
A vida de Júlia é ao mesmo tempo um retrato de sua época e estabelece marcos divisores desta época. Ademais, anunciam uma nova era. Temos aí o fim do amor romântico, o fim da monarquia, o fim da escravidão. Há um mundo que se esgota. Chega ao fim um tipo de mulher e de homem, ocorre a falência de um tipo de casamento, a ruptura com um modo de fazer política e de governar. Chega ao fim a hegemonia do porto de São Francisco. Chega ao fim o reinado de D. Pedro II, por quem Júlia e o Comendador tinham admiração imensa. E começa a república com seus acertos e desacertos, retratados nas idas e vindas de Carvoliva, o ativista republicano.E Júlia, nesse turbilhão, anuncia uma nova mulher que só será possível no século seguinte. Foi uma mulher de espírito livre e indomável, que, no entanto, terminou vítima do grande sonho de um amor romântico e das armadilhas de sua época. Sonhava de forma precursora com a igualdade entre homens e mulheres, mas sucumbiu ao peso — e ao apelo — de um casamento tradicional. Sem realizar seus sonhos e vítima de seu pioneirismo, sua vida só poderia terminar em desgraça. Essa tragédia pessoal — que retrata a tragédia da mulher em geral no século XIX — é ao mesmo tempo a derrota e a grandeza da vida de Júlia.Em resumo, o fim de um romance, como o fim de um amor, é o fim do mundo, como todos nós estamos cansados de saber.

Fontes:
Christian Barbosa – “Júlia da Costa, 1a. Poetisa Paranaense” in http://christianbarbosa.blogspot.com.br/p/julia-da-costa-1-poetisaparanaense.htmlRoberto Gomes – “Quem foi Júlia?” in http://www.bpp.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=535