Cadeiras

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Cadeira n. 6 - Maria Lúcia Siqueira

Patrono da Cadeira n. 6 - Fernando Amaro

Lúcia Constantino, pseudônimo de Maria Lúcia Siqueira nasceu em Curitiba/PR. 

Professora e tradutora (inglês e espanhol).

Estudou na Georgia State University, em Atlanta e viveu quinze anos no Rio de Janeiro, onde se formou em teatro pela Escola de Teatro Martins Pena e em espanhol pelo Centro Cultural Brasil-Argentina.

Participou, quando morava no Rio, de várias antologias literárias.

Em 2004, lançou o livro “Asas ao anoitecer”, com incentivo da Fundação Cultural de Curitiba e da empresa Eletrolux, com prefácio da poeta, jornalista e tradutora Olga Savary (RJ).

A partir de 2005, passa a escrever sob o pseudônimo de Lúcia Constantino, sobrenome adotado de sua avó materna.

Tem trabalhos publicados na Revista da Literatura Brasileira (SP), antologias (RJ) e Revista AMORC (GLP).

Estudiosa da obra de Saint-Exupèry, foi Consultora de Pesquisa e redigiu a introdução do programa da peça “O Pequeno Príncipe”, detentora do Troféu Gralha Azul, de 1998.

Obteve prêmios em concursos realizados em organismo afiliados à Ordem Rosacruz (AMORC/RJ), Litteris Editora (RJ) e Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro/ Biblioteca Popular do Grajaú.

Na Internet participa da Antologia “Saciedade dos Poetas Vivos Digital”, volume 8, editado pela Editora Blocos. 

Possui poemas em sites e blogs diversos, como http://asasonoras.blogspot.com/, http://recantodasletras.uol.com.br/autores/luciaconstantino, http://www.blocosonline.com.br/.

A poetisa dedica-se à causa em prol dos animais, que são sua maior paixão na vida.

Fernando Amaro (1831 - 1857)

Patrono da cadeira n. 6

Fernando Amaro, filho de Antonio Dyonísio de Miranda e de Anna Rosa de Miranda, nasceu em Paranaguá, em 24 de junho de 1831 (data presumida). Ainda menor foi residir em Morretes.

Pouco se sabe dos seus estudos. Exerceu a função de guarda-livros (contador) e de secretário da Câmara de Morretes. Sua vida não foi das mais fáceis, porém o seu espírito de luta, buscava o saber pela leitura, e o fazia em todos os momentos que não estava trabalhando. Lia até nos bancos da praça ou debaixo das árvores das ruas.

Lia tudo o que aparecesse do seu interesse. Recortava, colava ou copiava, juntando tudo num caderno, principalmente textos com mensagens poéticas, assim como a própria poesia, pois o acesso aos livros dos grandes poetas da época, não era rotineiro.

Já dotado de talento poético e guiado pela pouca instrução e grande vontade de criar um nome todo seu, inspirou-se em versos de alguns poucos poetas e escritores prediletos que as suas condições lhe oportunizaram.

Em Morretes e em Paranaguá, Fernando Amaro declamava seus versos em tardes festivas, que ele próprio organizava. Lia poemas na praça da cidade onde muitos o aplaudiam.

Como as coisas eram difíceis, e os meios de comunicação poucos, o que podia, ele fazia para divulgar os seus trabalhos, inclusive em Paranaguá e em Curitiba, através de Jornais, Folhetins e Almanaques periódicos.

A 16 de novembro de 1857, faleceu aos 26 anos de idade de congestão cerebral. Os registros citam o funeral como um dia de grande tristeza e movimento marcado por muitas homenagens. 

Foi um dos acontecimentos que mais atraiu pessoas na cidade de Morretes. Entre seus bens, Fernando Amaro deixou apenas livros.

Mais tarde, em 1907, foi inaugurada a Praça que leva seu nome (Fernando Amaro) com coreto de madeira e uma lâmpada no meio, muito florida, sendo o principal ponto de encontro da sociedade paranaguara no início do século XX. A inauguração foi alusiva ao 50º aniversário do falecimento do poeta, na mais justa homenagem. Passados mais de 100 anos de sua inauguração, a Praça Fernando continua sendo o principal ponto de encontro da sociedade, imortalizando o nome do seu mais celebre poeta.

Fonte:
Christian Barbosa