Cadeiras

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Cadeira n. 7 – Olga Agulhon

Patrono da Cadeira n. 7 – Antonio Facci

Olga Maria Agulhon nasceu em 1965, em Assis/SP. Morou em Ivatuba e, iniciou seus estudos em Maringá. Formou-se em Pedagogia, Especialização em Literatura Brasileira, do Departamento de Letras (UEM). Autora de Delírios (poesias), As três estatuetas de bronze (infanto-juvenil), O tempo (poesias) e Germens da terra (contos). Membro da Academia de Letras de Maringá (ALM) e Academia de Letras do Brasil/PR, ocupou o cargo de Presidente na ALM. Pertence a União Brasileira dos Trovadores/Maringá. Foi Secretária Municipal da Mulher e atualmente Secretária Municipal da Cultura em Maringá/PR


Nasceu no dia 06 de dezembro de 1965, em Assis/SP, filha dos agricultores Dimaura e João Agulhon. Mas a família já morava no Paraná, no sítio Rica Fé, município de Sertaneja,. Logo depois, mudaram-se para a fazenda São João, em Ivatuba, e, em 1972, quando iniciou seus estudos, já moravam em Maringá. 

Em 1972, em Maringá, iniciou seus estudos no Colégio Estadual Brasílio Itiberê (grupo escolar, naquela época). Estudou ainda no Instituto estadual de Educação de Maringá e no Colégio Regina Mundi, onde ingressou na sexta série e concluiu, em 1983, o segundo grau.

Em 1984, ingressou na Universidade Estadual de Maringá (UEM), no curso de Agronomia, que interrompeu após dois anos, quando nasceu sua primeira filha.

Formou-se em Pedagogia, sendo homenageada com Láurea Acadêmica de Graduação. 

Em 1994 terminou o curso de Especialização em Literatura Brasileira, do Departamento de Letras (UEM), fazendo a defesa da monografia com o título A fábula no livro didático. 

Foi professora particular e da rede municipal de ensino de Maringá, diretora da Creche e Pré-escola Alziro Zarur, da LBV; e coordenadora pedagógica da Pré-escola Primeiro Mundo.

Participando ativamente da vida cultural da cidade desde o início da década de 1990, já foi comentarista em mostras de vídeo, jurada de concursos de poesias, e já fez dezenas de palestras em escolas de Maringá e região, falando sobre seus livros, sobre leitura e literatura.

Produtora rural e coordenadora do Núcleo Feminino Cocamar – Maringá.

De família pioneira na região, atua profissionalmente como agricultora/produtora rural, sendo associada do Sindicato Rural Patronal e da Sociedade Rural de Maringá, e cooperada da COCAMAR – Cooperativa Agroindustrial.

Ocupa a Cadeira nº. 24, Patrona: Lygia Fagundes Telles, da Academia de Letras de Maringá, na qual ocupou o cargo de Presidente .

Pertence a União Brasileira dos Trovadores/Maringá.

Secretária Municipal da Mulher e posteriormente Secretária Municipal da Cultura de Maringá/PR.

Algumas Participações

– Participação na Oficina de Literatura Infantil – Análise da Obra “O PATINHO FEIO”, de Hans Christian Andersen, ministrada pela bibliotecária Zeri Monteiro, em 1995.
– Participação na Oficina de Haikai, promovida pela Academia Cascavelense de Letras, em maio de 2008, em Cascavel – PR, ministrada pela professora mestre e escritora Áurea da Luz, membro da Academia de Letras, Artes e Ciências de Guarapuava.
– Participação, como acadêmica e presidente da Academia de Letras de Maringá, no Encontro das Academias de Letras do Estado do Paraná, em Cascavel, em 2008.
– Palestrante no tema “Fábulas”, na Semana Nacional do Livro e da Biblioteca
– Palestrante no “Dia Nacional do Livro Infantil”, promovido pela Biblioteca Municipal e Secretaria de Educação e Cultura de Mandaguaçú, em 2001.
– Palestrante, na I Semana Cultural de Terra Boa, realizada em 2001. Tema da palestra: Literatura Infantil.
– Palestras sobre a importância da leitura para os alunos do CEEBEJA, de Sarandi – PR, em 2001 e 2002.
– Participação, como escritora homenageada, no “Sarau da Cidade”, promovido pela Prefeitura de Maringá / Secretaria de Cultura.
– Palestras e bate-papos informais sobre literatura e o ato de escrever com alunos de diversas escolas de Maringá e região, a partir do ano 2000.
– Participação com declamação de poemas, exposição de livros e montagem de varal de poesias de sua autoria no 1º. Intercâmbio Cultural Entre Cooperativas (ITC), em 2007.
– Participação no processo de seleção dos trabalhos premiados no III Varal de Poesias da UNIFAMMA, em 2008, durante o 1º Ciclo de Estudos Integrados UNIFAMMA.

Entidades em que é membro:

– Membro da União dos Escritores Maringaenses (UEMA), do Clube dos Trovadores de Maringá, da Sociedade de Cultura Latina do Paraná e da Sala do Poeta de Maringá.
– Membro da União Brasileira de Trovadores – UBT/seção Maringá.
– Membro e fundadora da Academia de Letras de Maringá (ALM), fundada em 07/09/1997, ocupante da cadeira nº. 24, tendo por patronesse Lygia Fagundes Telles, fazendo parte de todas as diretorias. Exerceu o cargo de secretária-geral de setembro de 2003 a 06 de abril de 2008, quando foi eleita presidente da ALM em virtude do falecimento de Antonio Facci.
– Foi membro do Conselho Municipal de Cultura de Maringá.
– Associada do Sindicato Rural Patronal de Maringá.
– Associada da Sociedade Rural de Maringá.
– Cooperada da COCAMAR.
– Coordenadora Geral do Núcleo Feminino Cocamar – Maringá, nos anos de 2006, 2007 e 2008.

Algumas Premiações

– Terceiro lugar no Concurso de Livros de Poesias promovido pela Sociedade de Cultura Latina do Paraná, em 1991.
– Menção Honrosa (4º. Lugar) no Concurso Literário “Contos de uma Noite de Natal”, promovido pela Casa do Poeta de Santos e Elos Clube de Santos, em 1995.
– Vencedora no XXI Jogos Florais de Bandeirantes, em 2004, Âmbito Estadual, tema IMORTAL (lírico/filosófico).
– Menção honrosa no XXII Jogos Florais de Bandeirantes – 2005, Âmbito Estadual, tema SURPRESA (humorístico).
– Menção honrosa, no VIII Jogos Florais do Rio de Janeiro – Âmbito Nacional, 2006, tema ENCONTRO (L/F).
– Menção Honrosa (4º lugar) no VI Concurso de Trovas “Cidade de Pirapetinga”/MG – 2006, tema CARINHO (L/F), Âmbito Nacional.
– Premiada, com duas trovas vencedoras, no XXIII Jogos Florais de Bandeirantes – 2006, Âmbito Estadual, tema VIAGEM (L/F).
– Menção Honrosa + Menção Especial, no XXIII Jogos Florais de Bandeirantes – 2006, Âmbito Estadual, tema SORTE (humorístico).
– 1º. Lugar, no I Concurso Comunidade “Sou Trovador” (Orkut), em 2006. Mote: “As dores e os desencantos”.
– 8º. Lugar no 1º. Concurso de Trovas pela Internet, promovido UBT – União Brasileira de Trovadores – Delegacia de Roseira /SP. Tema: Enchente:
– Vencedora + Menção Especial, no XXIV Jogos Florais de Bandeirantes – 2007, Âmbito Estadual, tema ENCANTO (L/F).
– Vencedora, no XXIV Jogos Florais de Bandeirantes – 2007, Âmbito Estadual, tema PIRRAÇA (humorístico).

Participou de várias coletâneas (entre elas, as coletâneas da ALM, a Coletânea dos Poetas de Maringá – II e Maringá – Um Olhar Feminino em Cores e Versos) e tem poemas, contos e artigos publicados em várias revistas e jornais literários. 

Em 1991 publicou o livro de poesias “Delírios”.

Com o espírito de educadora e a paixão pelos contos de fadas, escreveu, em 1998, o livro infanto-juvenil “As três estatuetas de bronze”, que somente conseguiu publicar no final de 2000.

Depois de fazer sucesso com o gênero infanto-juvenil, a autora voltou-se novamente para os poemas e, cheia de inspiração, transformou seu livro “O Tempo”, publicado em 2003, numa obra que nos leva a uma reflexão após a leitura de cada página, abrindo nossa mente para as muitas janelas do tempo e da alma.

Seu livro “O Tempo” também foi lançado no Centro Cultural Brasil-Espanha de Curitiba/Agência Espanhola de Cooperação Internacional.

Não conseguindo abandonar nem o conto nem a poesia, Olga Agulhon lançou, em 2004, o livro de contos “Germens da Terra”.

Antonio Facci (1941 – 2008)

Patrono da Cadeira n. 7

Antonio Facci nasceu em Cedral, Estado de São Paulo, no dia 15 de fevereiro de 1941 e faleceu em Maringá, PR, a 10 de março de 2008. Sétimo filho de Vergílio Facci e de Maria Morroni, o qual, somado aos três que vieram após seu nascimento, fez parte da prole de dez descendentes de colonos italianos.

Serventuário da Justiça, cidadão benemérito de Maringá, cidadão honorário de Floresta e Sarandi e menção de homenagem do Estado do Paraná. 

Foi Vereador em Maringá. Deputado estadual do Paraná. Presidente da Academia de Letras de Maringá. Secretário do Distrito LD-6 do Lions Internacional. 

· Membro fundador da Academia de Letras de Maringá, titular da Cadeira nº 20, que tem como patrono Humberto de Campos.

· Titular da Cadeira nº 6 da Academia Brasileira de Leonismo.

· Titular da Cadeira nº 20 da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias.

· Patrono da Cadeira nº 8 da Academia Umuaramense de Letras e Artes.

· Membro da União Brasileira dos Trovadores – seção de Maringá.

· Medalha de Ouro – Concurso Nacional de Contos, promovido pela Revista Brasília, com o texto “Alípio e Isabel”.

· Medalha de Prata – Concurso Nacional de Poesia, promovido pela Revista Brasília, com o poema “Poros”.

· Diploma de Honra ao Mérito, pelos serviços prestados à literatura nacional, outorgado pela Academia Goiânia de Letras.

· Medalha de Mérito Acadêmico, pelos serviços prestados à literatura, outorgada pela Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias.

· Medalha Juscelino Kubitschek de Oliveira, outorgada pela Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias.

· Medalha de Mérito Cultural Arcádico – Euclides Pery Rodrigues, outorgado pela Arcádia de Artes e Ciências Estéticas do Rio de Janeiro.

Publicou Mantenha acesa a chama da vida, Ex-passos, Do cio ao sombrio, Alento, Governadores 30 anos, O soldado, Memórias de prata, Queixas, Grafiteiro, Sem palavras, Parlamentar e Meus passos no leonismo.

Fonte: http://www.afacci.com.br/autor.php

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Cadeira n. 33 - Francisco José Sinke Pimpão

Patrono da cadeira n. 33 - Sebastião Paraná

Francisco José Sinke Pimpão nasceu a 21 de dezembro de 1953, em Curitiba/PR. 

Em 1978 bacharelou-se em Administração de Empresas, pela Faculdade de Ciências Administrativas e Comércio Exterior do Paraná. Pós-graduação em Engenharia de Produtos e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM, do Rio de Janeiro, participou ao longo dos anos de diferentes cursos, dentre os quais se destacam: Desenvolvimento de Executivos – University of Texas; Marketing Estratégico – European Institute of Business Administration (ENSEAD); Especialização em Administração de Empresas – FAE; Desenvolvimento Gerencial – Fundação Dom Cabral. 

Suas atividades profissionais foram iniciadas em 1975 na construtora Farid Surugi. Em seguida, na Clinica São Judas Tadeu, onde, com o tempo, tornou-se Superintendente Administrativo e Financeiro. Em 1980, se transferiu para o Banco Bamerindus do Brasil, depois HSBC, permanecendo na empresa até março de 2006. 

Foi instrutor e professor em diversos cursos destinados a executivos, dedicando-se a transmitir conhecimentos nas áreas de Planejamento Estratégico e Marketing. No exterior, atuou junto a diversas instituições nos estudos pioneiros para viabilizar a implantação do chamado ‘comercio virtual’ e ‘cartões de crédito multimarcas’. Dedicou-se ao estudo e aplicabilidade da Gestão de Processos nas Organizações, fruto de 27 anos de atuação no mercado.

O seu trabalho intitulado “Atendimento - Abordagem do Cliente no Ponto de Venda”, publicado no livro Reflexões & Práticas, da Fundação Avelino Vieira, foi destaque no meio empresarial paranaense no ano de 1988, o que lhe valeu um prêmio recebido no XIII Congresso Estadual Lojista do Paraná. 

Escreveu e publicou o romance “O Dia em que a Muiraquitã Virou Gente”, o livro “O Espelho da Alma”, sobre simbologia maçônica, o livro “Jubileu de Ouro ARLS União em 33”, história da Loja Maçônica União em 33, e os romances "O Protetorado" e "Operação Braunau". 

Entidades que pertence:
Academia de Cultura de Curitiba, 
Academia Paranaense de Letras Maçônicas, tendo por patrono Emiliano Perneta.
Academia de Letras do Brasil – Seção Paraná 
Associado do Centro de Letras do Paraná.

Fontes: Editora Juruá e O Escritor

Sebastião Paraná (1864 - 1938)

Patrono da Cadeira n.33

Sebastião Paraná de Sá Sottomaior nasceu em Curitiba, a 19 de novembro de 1864 e faleceu em 8 de março de 1938. Filho do capitão Inácio de Sá Sottomaior e neto do coronel de milícia Inácio de Sá Sottomaior.

Seus primeiros ensinamentos foram na escola do professor Miguel Schleder, conhecida, na época, pelos altos padrões rígidos, e a conclusão do curso primário no Colégio Curitibano, então sob a direção do professor Nivaldo Braga.

Formou-se na cidade do Rio de Janeiro na graduação de Direito e em Ciências Políticas e Sociais.

Exaltado patriota, por ocasião da Revolta da Armada, alistou-se no batalhão “Benjamin Constant” para combater os inimigos da república. Finda a campanha, recebeu a patente de capitão honorário do Exército, graças a sua impoluta conduta, disciplina e obediência às leis. Ao retornar a Curitiba, foi nomeado secretário da Junta Comercial do Paraná. Em dezembro de 1905 casou-se o jovem Elvira da Costa Faria.

Exerceu diversos cargos, entre concursados e indicações, como: professor catedrático de Geografia e Corografia do Brasil, no Ginásio Paranaense (atual Colégio Estadual do Paraná) e, interinamente, a cadeira de História Universal; professor da Escola Normal de Curitiba; professor dos colégios secundarista Paternon, Rio Branco, Elysio Vianna e Progresso; professor da Universidade Federal do Paraná; exerceu, interinamente, a Superintendência Geral do Ensino; diretor do Ginásio Paranaense; foi do Conselho Superior do Ensino Público no Paraná; agente auxiliar do Arquivo Nacional, no Paraná. 

Como representante do Paraná, integrou a comissão encarregada de receber trabalhos para o Congresso Internacional de História da América. 

Pertenceu ao Centro de Letras do Paraná e foi homenageado pela Academia Paranaense de Letras como o "Fundador" da Cadeira N° 2 desta instituição. 

Juiz de Direito da capital, ocupou cargos de diretor do Núcleo Central,  diretor da Caixa Escolar e de Estudos Doutrinários. Sócio correspondente em vários institutos brasileiros e estrangeiros, um dos fundadores da Federação Espírita do Paraná, entre outras.

Como jornalista, foi redator de “A República” e do “O Município” e diretor do “Jornal da Tribuna”.

Exerceu a legislatura como deputado no Congresso Legislativo do Paraná para o biênio 1902/1903.

Em 1928 foi nomeado Diretor da Secretaria do Interior e Justiça do Paraná, tendo se exonerado, então, da cátedra que exerceu por quase 30 anos. Por motivo de saúde, em 1930, a pedido, foi transferido para a direção do Museu Paranaense e Biblioteca Pública do Paraná, onde foi aposentado em 1931.

Faleceu a 8 de março de 1938, em sua terra natal, aos 73 anos e 3 meses.

Destacando-se no estudo da geografia e história, Sebastião Paraná publicou obras que representam o melhor que se possuía na matéria e demais temas. São de sua autoria os seguintes livros: 
Esboço Geográfico do Paraná (1889), Corografia do Paraná (1899), O Brasil e o Paraná (1903 e relançado em 1925 e 1941), Guia do Comerciante (1909), Os Estados da República (1911), Exultação (1913), O Alcoolismo e o Jogo (1913), Galeria Paranaense (biografias de 1922), Países da América (1922), Países da Europa (1926), Efemérides da Revolução de outubro de 1930 no Estado do Paraná (1931). O livro O Brasil e o Paraná alcançou sucesso de venda em 1941 quando foi relançado a 22° edição da obra.

Fonte: Wikipedia

domingo, 22 de janeiro de 2017

Cadeira n. 34 – Eliana Palma

Patrono da Cadeira n. 34 – Ary de Lima

Maria Eliana Palma, professora e empresária. Filha de Joaquim Alves da Silva e Djanira Magalhães Silva, é capixaba da cidade de João Neiva, tendo nascido em 20 de maio de 1950. Vive na cidade-canção desde 1953. Aqui estudou, formou-se, em 1971, em Letras anglo-portuguesas pela UEM. Mais tarde, ministrou aulas, tanto no ILG como no próprio curso de Letras sendo coordenadora do Instituto de Línguas por sete anos. Apaixonada pela poesia, participou de concurso de trovas em 66 e, como vencedora de um dos temas, foi convidada a participar da Primeira Coletânea dos Poetas de Maringá, editada em dezembro daquele ano, ocasião em que conheceu o jovem que viria a desposar: Divanir Braz Palma.

30 anos mais tarde, em 1997, já mãe de Patrícia e Gilberto, participa da Coletânea dos Poetas de Maringá – II, elaborada em comemoração ao cinquentenário de Maringá. Nos I Jogos Florais de Maringá, em abril de 2000 é premiada na categoria Vencedores e também recebe menção honrosa com trovas do tema: integração Brasil – Portugal. Há 16 anos profere palestras em escolas, clubes, residências, etc…, sobre temas de saúde tais como: prevenção de Câncer, DST, Planejamento familiar, bem como sobre Motivação, Auto-estima e sobre o Papel da Mulher na Sociedade Moderna. Apresentou, por seis anos, um programa aos sábados, pela Rádio Difusora de Maringá, cuja tônica era divulgar procedimentos de prevenção de doenças bem como contribuir para com a cultura de nossa população.

Desta forma, ao lado de entrevistas com médicos, terapeutas e demais profissionais da saúde, o programa Bate-Papo com Eliana Palma, trazia quadros sobre o bom uso da língua portuguesa, leitura de textos em prosa e verso onde valores locais e regionais eram destacados. Tudo entremeado com peças do cancioneiro popular de qualidade. Seu último trabalho UNIndo prosa e VERSO foi publicado em junho de 2003. Tendo por hobby a música e a leitura, Eliana credita a seu saudoso professor Ary de Lima sua vocação para literatura tendo por ele a mesma admiração que dedica aos grandes mestres das Letras. Publicou o livro infantil "Sob as lonas da imaginação", em 2007. 

Membro da Academia de Letras de Maringá e da União Brasileira dos Trovadores/Seção de Maringá.

Ary de Lima (1914 – 1999)

Patrono da Cadeira n. 34

Nascido em São Sebastião do Paraíso-MG, no dia 27 de setembro de 1914, foi para Maringá em 1952, para ser Gerente do Banco Mineiro da Produção S.A.

Foi vereador e deputado federal, sempre defendendo as causas de Maringá. Ainda exerceu as funções de jornalista, poeta e professor de português. 

Recebeu título de cidadania de Maringá e de Loanda, sendo o autor dos versos dos hinos das duas cidades

Foi casado com Helena Radaelli de Lima.

Faleceu em 22 de abril de 1999, tornando-se uma das figuras mais ilustres da história de Maringá.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Cadeira n. 70 – Silvia Helena Carvalho

Patrono da Cadeira n. 70: Pastor Paulo Leivas Macalão

Silvia Helena de Carvalho (pseudônimo Silviah Carvalho), nasceu em Goiás, em 7 de julho de 1970, filha mais nova de 7 irmãos. Morou um tempo ao relento até que o pai conseguiu emprego em Cuiabá/MT. Aí não conseguiu estudar, e aos 9 anos saíram para Rondônia. Fantasiava suas histórias com sua boneca, e guardava consigo, para que, quando aprendesse a escrever, passasse para o papel.

Ingressou na escola aos 10 anos de idade, onde se dedicou com afinco. Quando já sabia ler e escrever fez seu primeiro poema "Terra Natal". Começou a trabalhar com 11 anos.

Sempre fazia poemas, seus professores a incentivavam muito, até que um dia, aos 17 anos, quando trabalhava num despachante de automóveis, estava escrevendo e chegou um senhor que pediu pra ler o que escrevia. Era o poeta Dr. José Calixto, que lhe disse: "moça todas as quartas e sextas eu passarei aqui, tenha sempre um poema novo". Ele levou e passou a publicá-los no Jornal "O Estadão", o maior jornal de Rondônia e lhe deu um livro dele. A partir daí os poemas de Silviah eram usados nas aulas de português, para interpretação de texto e foi chamada para um entrevista no jornal, sendo publicada uma nota a seu respeito. Tomou impulso e continuou, possuía muitos poemas.

Casou-se e foi morar em Manaus/AM, onde escrevia menos, sendo seu tema predileto: o amor, apesar de seu marido não compreender esta sua paixão, o que a desmotivou. Viveram juntos 6 anos, ele adoeceu e faleceu com um câncer no intestino.

Após a sua morte entrou em depressão muito forte e parou de estudar, de escrever e trabalhar por cerca de 1 ano. Recuperada voltou a trabalhar e estudar, para terminar seu segundo grau (ensino médio). Antes de terminar fez um pré-vestibular para Teologia no IBADAM/AM, e passou em 8º lugar. Não sendo possível conciliar varias coisas pois trabalhava numa empresa de transportes como chefe de RH, não podia fazer a faculdade sem terminar o ensino médio, além de trabalhar com os jovens dependentes químicos, mais de 50 jovens, era líder do grupo que os buscavam nas ruas pelas madrugadas e cada dia aumentavam mais.

O diretor da faculdade na época disse pra fazer a faculdade e fazer objetivo, assim terminaria ao mesmo tempo, então fez isto por dois anos, era a única maneira pra não perder o emprego, o estudo e os jovens, de forma que seu tempo era totalmente consumido, tinha 5 horas de sono, não tinha sábado nem domingo, nem namoro, nada, entregou-se ao trabalho. Não conseguia esquecer o marido, por mais que não tivesse tempo, nesta solidão, mesmo rodeada de gente e muitas promessas de "amor" preferiu a solidão e um dia deixou tudo, jovens, emprego, estudo, família e foi para um lugar distante. Tinha 28 anos e só escrevia sua solidão, até que um dia fatídico a casa onde estava incendiou-se, sua sobrinha estava dentro, e no desespero, pegou no fio de alta tensão, perdendo a memória e ficando 4 anos sem a memória.

Perdeu muitas poesias sem saber se eram suas ou não. Não andava e nem falava. Recuperou-se e foi trabalhar na empresa do irmão (uma retifica de motores, como uma fonte de terapia, conhecer todas as peças de motores de todos os tipos de carros e outros e guardar na memória). Foi melhorando, quando se recuperou voltou a estudar, desta vez na CEIFA/FAIFA - GO, no geral FAIFA é faculdade por correspondência, mas em Manaus ela funciona normalmente, apesar de um pouco fraca. Abriu também o IBAD e Silviah migrou para ele, ganhou de um parente a edição de 2000 cópias do livro, das poesias que conseguiu recuperar em 2007. Destas, vendeu 1000 em menos de 3 meses, foi uma produção muito simples, não tinha ISBN e só conseguiu uma livraria que aceitasse.

Agora mora em Curitiba e ainda sem transferência, sem saber se vai poder terminar no IBAD ou se terá que procurar outra faculdade pra concluir os dois periodos que lhe faltam mais bacharelado.

Ela e sua irmã foram consagradas as missionárias pela CONAMAD a nível nacional, pelo trabalho que exerceram em Manaus. Está em fase de Abertura de uma fundação beneficente, um trabalho com recuperação de jovens, oficinas, artes, literatura, tudo que puder alcançar, graças ao auxílio de empresários donos de fabricas no Distrito Industrial, a ser montado em galpão para as oficinas, padaria, etc. 

Em Curitiba conheceu alguns grupos do Rio de Janeiro, Pó-de-poesia, Gambiarra profana (é só o nome, não são profanos), Folha Pataxó, Ventos na primavera, que divulgam, declamam, fazem musicas de seus poemas. Mesmo sem conhece-los pessoalmente este ano foram distribuídos dez mil zines com seus poemas na Baixada Fluminense, num evento, encontro de poetas e artistas plásticos, grupos de teatros e etc.

Participou do concurso de poesia para o dia dos namorado Radio FM/Jovem pan/AM em 2001, ganhando 1º,2º e 3º lugares.

Participou do concurso Brasil 500 anos da língua portuguesa, ficando entre os 10 primeiros lugares.

Possui poemas no livro Ventos na Primavera, de Arnoldo Pimentel/ RJ

Compositora, com mais de 30 composições, algumas ja gravadas por cantores cristãos e uma musica gravada pelo grupo Pó-de-poesia

Possui participação nos sites Recanto das letras: www.silviah.net, Jornal da Poesia, Rede Cultura, Para Ler e pensar, Clube de Autores, O melhor da web Espaço Literário, Pó-de-poesia, Gambiarra Profana, Folha Pataxó, Super texto, Poemas de amor, Pavilhão Literário Singrando Horizontes.

O SEU BLOG http://umcoracaoqueama.blogspot.com é muito visitado. São poesias dela e de outros poetas.

Pastor Paulo Leivas Macalão (1903 – 1982)

Patrono da Cadeira n. 70

Nascido em 1903, na cidade de Santana do Livramento - RS, filho do General João Maria Macalão e Joaquina Georgina Leivas Macalão, o Pastor Paulo Leivas Macalão teve sua educação inicial no Colégio Batista do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, sendo que sua formação secundária foi no Colégio Pedro II, também no Rio de Janeiro. Era desejo de sua família que seguisse carreira militar, a exemplo de seu pai, que era general do Exército Brasileiro, tendo planejado seu ingresso na Academia de Realengo, Rio de Janeiro, porém dedicou-se a Igreja.

Paulo Leivas Macalão converteu-se ao evangelho aos 18 anos ao caminhar pela rua São Luiz Gonzaga, São Cristóvão, Rio de Janeiro, lendo um folheto bíblico que a providência divina, fez colar à sua perna atingida pelo vento. O Pai, General João Maria Macalão, decepcionado com a opção religiosa do filho mandou-o para a casa dos tios que residiam em Campo Grande - Rio de Janeiro. Nada, porém, conseguiu dissuadi-lo da fé em Jesus Cristo, que transformara integralmente sua vida. Em 1923, conheceu Heráclito Menejes, de Belém do Pará, soube das notícias do grande avivamento cristão que ocorrera lá desde 1910 com a chegada dos Missionários Gunnar Vingren e Daniel Berg. Paulo Macalão escreveu então para o Missionário Gunnar Vingren, pedindo-lhe que enviasse à capital do país um mensageiro das boas novas do movimento pentecostal denominado a partir de 1914 - Assembléia de Deus.

Atendendo a seu pedido, Vingren transfere-se com sua família para o Rio de Janeiro e registra a Assembléia de Deus em território fluminense em abril de 1924, tendo sempre como colaborador o jovem Paulo Leivas Macalão Em 1926 iniciou-se o trabalho de Paulo Leivas Macalão nos subúrbios da Central em Realengo, Bangu e Madureira, crescendo vertiginosamente. Em 17 de agosto de 1930, na igreja Assembléia de Deus do Rio de Janeiro, Vingren e Lewi Petrus, famoso pastor, pregador e jornalistas suecos, responsáveis pela maior igreja pentecostal da Europa naqueles dias em Estocolmo, consagram ao pastorado o jovem Macalão, cuja chamada Deus já havia confirmado, dando-lhe plena liberdade para criar seu ministério e evangelizar seus país. De Bangu, onde construiu o primeiro templo próprio das Assembléias de Deus do sudeste do Brasil em 12 de janeiro de 1933, tendo a alegria de ter entre os presentes seu velho pai o General João Maria Macalão, estendeu o trabalho de evangelização por todo o Estado do Rio e outros estados do país. Mas tarde, 1929, o trabalho foi transferido para Madureira, bairro em que se estabeleceu a sede da igreja, onde o crescimento acentuou-se vigorosamente e de lá, espalhou-se para outros estados, como Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Espírito Santo e, também, Brasília, quando do início da nova Capital Federal.

Por muitos anos, o pastor Macalão foi conselheiro da Sociedade Bíblica do Brasil, e Conselheiro Vitalício da CPAD. Foi presidente do Instituto Bíblico Ebenézer; da Convenção Nacional dos Obreiros de Madureira, e do Conselho Fiscal da Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil. Ainda por longo tempo, foi membro do Comitê Internacional que planeja as Conferências Mundiais Pentecostais, em Dallas, Texas, representando o Brasil, quando teve ocasião de fazer vibrante pregação.

Visitou igrejas na Inglaterra e na Suécia, inclusive a Igreja Filadélfia em Estocolmo. Em Springfield, Missouri, quando da sua visita oficial à Sede Central das Assembleias de Deus na América do Norte, foi ali diplomado. Recebeu também o título de cidadão do antigo Estado da Guanabara.

Foi sendo conhecido nacionalmente e internacionalmente por seu espírito evangelístico, missionário e empreendedor. No Estado do Rio de Janeiro, Macalão foi pioneiro na abertura de igrejas na região sul, norte, dos lagos e na cidade do Rio de Janeiro, naquela época, Estado da Guanabara. Da rua Ribeiro de Andrade 65, em Bangu onde ainda existe o patrimônio histórico das Assembleias de Deus, o trabalho estendeu-se em todas as direções; chegando até mesmo em outros Estados. Em 17 de janeiro de 1934 casou com a missionária Zélia Brito Macalão, que sempre colaborou efusivamente no ministério de seu esposo, dando assim, um grande reforço ao seu ministério, pois esta abnegada mulher, sempre o apoiou participando ativamente de todo o processo. O Pastor Paulo e a irmã Zélia sempre foram um exemplo de vida consagrados a Deus, sempre juntos cuidando um do outro, sem olhar para as dificuldades faziam o ide do Senhor. O casal teve um único filho – Paulo Brito Macalão. Atualmente seu neto, André Lúcio dos Santos Macalão é Pastor Presidente do Campo de Caldas Novas, Goiás.

O Pastor Paulo Leivas Macalão, patriarca das Assembleias de Deus no Brasil e fundador do Ministério Madureira é sempre lembrado com muito respeito e carinho, não só pelos seus 52 anos de pastorado ministrando os ensinamentos da palavra de Deus, mas principalmente pelos hinos de sua autoria, cerca de 252 hinos, do maior hinário pentecostal do país - a HARPA CRISTÃ, utilizada pelos milhões de crentes no Brasil, patrimônio histórico das Assembleias de Deus - Ministério Madureira.

Corrigiu e ampliou a Harpa Cristã em sua última edição.

Faleceu no dia 26 de agosto de 1982, aos 79 anos de idade.